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Tempestade solar destrói satélites novinhos da Starlink; veja imagens

Imagem captada sobre o céu de Santo Domingo, em Porto Rico, em 7 de fevereiro, mostra detritos espaciais de satélites da Starlink - Eddie Irizarry/Sociedad de Astronomia Del Caribe
Imagem captada sobre o céu de Santo Domingo, em Porto Rico, em 7 de fevereiro, mostra detritos espaciais de satélites da Starlink Imagem: Eddie Irizarry/Sociedad de Astronomia Del Caribe

Marcella Duarte

Colaboração para Tilt, em São Paulo

10/02/2022 10h24Atualizada em 10/02/2022 19h40

A SpaceX anunciou que deve perder cerca de 40 dos 49 satélites Starlink que foram lançados na semana passada, devido a uma tempestade geomagnética. Em vez de atingir a órbita planejada, eles estão queimando em nossa atmosfera e imagens já mostram os restos de alguns destes satélites voltando à Terra.

"Infelizmente, os satélites foram significativamente impactados por uma tempestade geomagnética na sexta-feira", disse a empresa em um comunicado. "Essas tempestades fazem com que a atmosfera se aqueça e a densidade atmosférica em nossas baixas altitudes de implantação aumente."

A tempestade, muito veloz e intensa, aumentou o arrasto atmosférico (em linhas gerais, o atrito com o ar), que foi até 50% maior do que nos lançamentos anteriores. Por isso, a maior parte dos satélites não conseguiu chegar tão alto quanto deveria e acabará caindo de volta na Terra.

A SpaceX calcula que apenas 20% devem sobreviver ao processo. Eles foram lançados na última quinta-feira (3), do Kennedy Space Center, na Florida (EUA). "Até 40 dos satélites vão reentrar ou já reentraram na atmosfera da Terra. Mas apresentam risco zero de colisão com outros satélites."

Restos de satélites da Starlink foram registrados por câmeras da SAC (Sociedade de Astronomia do Caribe) sobre o céu de Santo Domingo, em Porto Rico, no dia 7 de fevereiro. Veja as imagens abaixo:

O risco de danos em terra também é inexistente. Pequenos e frágeis, com cerca de 230 kg cada, os Starlink são projetados para se desintegrar ao reentrar na atmosfera. "Nenhum detrito orbital é criado e nenhuma parte do satélite atinge o solo", garante a empresa de Elon Musk.

Tempestades geomagnéticas são consequência de interações entre ventos solares (fluxo de partículas carregadas do Sol) e o campo magnético da Terra. A SpaceX afirmou que os satélites foram colocados em modo se segurança e receberam comandos para se protegerem da tempestade, mas não conseguiram realizar as manobras necessárias a tempo.

A Starlink é uma rede de satélites para oferecer internet mundial ultrarrápida e de baixa latência. Até hoje, já foram 35 lançamentos, que colocaram mais de 2.000 minissatélites na órbita da Terra - este número pode chegar a 12.000 nos próximos anos.

O preço do serviço da Starlink no Brasil já foi divulgado: R$ 530 de mensalidade. Mas despesas adicionais de equipamento (R$ 2.670), frete e manuseio (R$ 365) e impostos podem fazer com que o gasto anual beire os R$ 11 mil. Tudo isso com velocidades de download entre 100 Mb/s e 200 Mb/s e até 20 ms (milissegundos) de latência.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que dizia uma versão anterior deste texto, no 5º parágrafo e na legenda da foto de abertura, as imagens foram registradas em 7 de fevereiro de 2022, e não 7 de janeiro. O erro foi corrigido.