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De olho em eleições, Facebook lança no Brasil proteção a alvos de hackers

Getty Images
Imagem: Getty Images

Abinoan Santiago

Colaboração para Tilt, em Florianópolis

02/12/2021 08h00

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou hoje que vai disponibilizar no Brasil a partir desta quinta-feira (2) o "Facebook Protect", ferramenta recomendada para uso de internautas considerados possíveis alvos de hackers maliciosos, como defensores dos direitos humanos, jornalistas, políticos e funcionários do governo.

Segundo a empresa, esses são os principais perfis escolhidos por cibercriminosos, sobretudo em período eleitoral, como o que se aproxima do Brasil. O país está incluído no processo de expansão da iniciativa ao lado de mais de 50 nações.

O Facebook Protect foi usado pela primeira vez no mundo em 2018, e foi consolidado nas eleições norte-americanas de 2020. Atualmente, mais de 1 milhão de pessoas receberam a notificação da rede social para se inscrever na ferramenta, e assim ter mais segurança em sua conta.

Como funciona o Facebook Protect

De acordo com a Meta, o Facebook avisará o internauta apto a participar da iniciativa por meio de uma notificação no seu perfil na rede social.

Ao se inscrever, a conta estará habilitada para autenticação de dois fatores, algo já disponível para qualquer pessoa. A diferença é que o Facebook Protect obriga o usuário a usar a ferramenta de proteção da conta e torna esse recurso mais simples. A Meta, contudo, não deixa claro como opera essa facilidade na autenticação.

"A autenticação de dois fatores —principalmente por meio de aplicativos de autenticação de terceiros— melhora a segurança de suas contas online de forma significativa. No momento, qualquer pessoa pode —e deve— ativar essa funcionalidade", explicou a Meta em nota.

De acordo com a empresa, forçar a autenticação em dois fatores no momento da adesão ao Facebook Protect se dá porque "esse recurso tem sido historicamente pouco utilizado na internet —até mesmo por pessoas com maior risco de serem alvos de hackers mal-intencionados, como é o caso de jornalistas, ativistas e candidatos políticos, entre outros".

Até o momento, a exigência de habilitação no Facebook Protect no mundo fez mais de 90% dos usuários notificados adotarem a autenticação de dois fatores. A ideia é elevar ainda mais essa taxa.

A iniciativa ainda torna obrigatório que todos os administradores de páginas tenham autorização para publicar nelas, além de exigir que usem apenas um perfil na rede social e que ele não seja fake, como o de um personagem fictício ou anônimo, mas autêntico.

"A autorização para publicação na página solicita que as pessoas que gerenciam essas fanpages protejam suas contas com a autenticação de dois fatores e confirmem o país de localização principal. Além disso, exige que os administradores gerenciem a página usando um perfil com o nome verdadeiro, que seja o único perfil do indivíduo na plataforma", esclarece a Meta, na página do Facebook Protect.