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Chama que a comida vem: a tecnologia por trás dos apps de delivery

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

08/10/2020 04h00

Sexta-feira à noite, bate aquela vontade de pedir uma pizza. Há alguns anos, o roteiro seria ligar para sua pizzaria favorita, fazer o pedido e esperar a entrega. Mas, essa rotina mudou. Hoje, o mais comum é abrirmos um app de delivery no smartphone para comprar um prato ou lanche. Mas você sabe como esses aplicativos funcionam?

O processo é realmente muito simples com a tecnologia que temos hoje. Em termos técnicos, tudo que o app de delivery faz é agir como um intermediário entre o cliente e o restaurante.

Cada aplicativo tem suas nuances, mas de forma geral, os restaurantes podem usar os serviços de duas formas diferentes. Uma delas, mais usada por estabelecimentos pequenos, consiste em um app no celular que emite notificações sempre que há algum novo pedido.

Já restaurantes maiores usam sistemas próprios de gestão de fila de pedidos, e os serviços de delivery podem ser integrados a eles.

Na hora da entrega, há pequenas variações. Em alguns aplicativos, os restaurantes podem optar por planos mais básicos. Neles, a entrega fica a cargo do próprio estabelecimento. Em outros casos, o app de delivery também intermedia o contato com entregadores cadastrados, que ficam responsáveis por passarem nos restaurantes, retirarem os pedidos e levarem até os clientes.

Quem define as formas de pagamento aceitas?

Aqui, há variações. Tomando como exemplo os dois principais aplicativos de delivery disponíveis no país, enquanto no iFood tudo depende do plano que os restaurantes "assinam", no Rappi a escolha é unicamente do restaurante.

Ainda no caso do iFood, quando o restaurante é o responsável por fazer a entrega, a escolha das formas de pagamento ficam a cargo do estabelecimento, enquanto no plano no qual a entrega fica a cargo do aplicativo, é o iFood que gerencia essas opções.

Quem atualiza os cardápios dos restaurantes?

A definição sobre quais produtos serão vendidos e o gerenciamento de cardápio fica totalmente a cargo dos estabelecimentos.

Qual é o processo para que restaurantes possam vender seus produtos nesses aplicativos?

Aqui, há duas vias. Os restaurantes podem procurar diretamente os aplicativos e solicitarem a inscrição, assim como os aplicativos também têm equipes para a captação de novos estabelecimentos. De qualquer maneira, os locais novos passam por uma análise para saber se estão regularizados antes de serem aceitos nas plataformas.

O que faz o preço da entrega variar?

Das empresas consultadas, o Rappi afirma que o frete varia "de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido". Os restaurantes têm a liberdade de fazer promoções com frete grátis, mas o valor é abatido pelo estabelecimento. No caso do iFood, a oferta de frete grátis leva em conta "a negociação de cada um dos restaurantes" com a plataforma.

Quem define quando há promoções?

Aqui também é algo que varia de acordo com a plataforma. No caso do iFood, isso também depende da negociação feita com o restaurante, mas a plataforma afirma que faz ações de subsídio de vouchers. Já no caso do Rappi, esses descontos são definidos pelos próprios restaurantes.

Fontes:
Felipe Crull, diretor comercial do iFood
Diego Bonna, diretor de produto do Rappi

Toda quinta, Tilt mostra que há tecnologia por trás de (quase) tudo que nos rodeia. Tem dúvida de algum objeto? Mande para a gente que vamos investigar.