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Chefe de segurança de Zuckerberg é acusado de racismo e assédio sexual

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua mulher, Priscilla Chan; ela foi alvo de comentários racistas do chefe de segurança de Zuckerberg, Liam Booth - Stephen Lam/Reuters
O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua mulher, Priscilla Chan; ela foi alvo de comentários racistas do chefe de segurança de Zuckerberg, Liam Booth Imagem: Stephen Lam/Reuters

Luiza Ferraz

Colaboração para o UOL

31/05/2019 14h58

Resumo da notícia

  • Liam Booth está sendo acusado de assédio, racismo, homofobia e transfobia
  • Esposa de Zuckerberg é descendente de asiáticos e teria sido alvo de comentário
  • Outras frases seriam "Não confio em negros" e "Vidas de brancos importam mais"

Liam Booth, chefe de segurança da equipe de Mark Zuckerberg, está sendo acusado de assédio sexual, racismo, homofobia e transfobia por ex-integrantes da equipe do executivo-chefe do Facebook. O portal Business Insider publicou a história na última quinta-feira (30) e também foi confirmada pela NBC News.

Ex-funcionário do serviço secreto norte-americano e que já até trabalhou para Barack Obama, Booth cometeu assédio sexual e ainda fez comentários racistas sobre a esposa de Zuckerberg, Priscilla Chan, que é descendente de asiáticos.

"Ela não conseguiria dirigir porque é uma 'mulher e asiática', além de não contar com visão periférica", revelou uma fonte da empresa ao Business Insider.

Além disso, ele também afirmou que "não confia em pessoas negras" e que "vidas de pessoas brancas importam mais do que de pessoas negras", em referência ao movimento norte-americano Black Lives Matter.

Em julho do ano passado, enquanto se reuniam em um restaurante japonês na Califórnia, Booth agarrou sua própria virilha e disse a um funcionário do Facebook, que é gay: 'Vou te dar uma coisa crua para comer', segundo o portal.

Ele ainda foi visto agarrando outro funcionário e perguntando se ele ainda estava com fome. Em outra ocasião, se referiu a um membro transexual da equipe de Zuckerberg como 'isso', tratando a pessoa como se fosse um objeto.

Ainda de acordo com o portal, denúncias foram feitas a Brian Mosteller, diretor administrativo do escritório particular de Zuckerberg, de não tomar medidas depois que os dois funcionários apresentaram queixas.

A acusação, no entanto, não implica que Mark Zuckerberg tivesse qualquer ciência sobre o que estava acontecendo, ou que tivesse sido avisado sobre o assunto, afirmando que Mosteller foi responsável por encobrir o parceiro.

O caso está sendo tratado pela The Bloom Firm, escritório de advocacia que processou Bill O'Reilly, apresentador do canal de TV americano Fox News, por um comportamento similar.

"Nós levamos reclamações e má conduta no ambiente de trabalho muito a sério. O nosso time de recursos humanos já está investigando todas as acusações", disse um porta-voz de Zuckerberg.

"Essas alegações só chegaram a nós através da The Bloom Firm. Assim que soubemos, contratamos uma outra firma de investigação para confirmar essas acusações. Enquanto o caso não é encerrado, Liam Booth está afastado", finalizou.

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