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Conflito não sai barato: quanto custa um míssil teleguiado?

Um míssil Trident II é lançado do submarino USS Nevada na costa da Califórnia - Marinha dos EUA
Um míssil Trident II é lançado do submarino USS Nevada na costa da Califórnia Imagem: Marinha dos EUA
Tiago Jokura

Tiago Jokura é jornalista e, portanto, curioso profissional. Passou os últimos 15 anos respondendo as dúvidas mais complexas e inusitadas dos leitores na mídia impressa ? na tentativa infinita de explicar como o mundo funciona com clareza e bom humor. Agora, continua essa saga aqui no UOL. Mande sua pergunta cabeluda que ele faz questão de pentear.

13/01/2020 04h00

Pergunta de Kátia Flávia, do Rio de Janeiro (RJ) - quer enviar uma pergunta também? Clique aqui

Ainda escondida em Copa, Kátia Flávia? Ou você é apenas uma xará da godiva do Irajá? Coloque a cabeça para fora do seu bunker carioca para ter sua dúvida ensolarada nestes tempos cinzentos de ataques aéreos para lá e para cá no Oriente Médio.

Os mísseis teleguiados variam em tecnologia e preço, minha cara. As cifras podem chegar a US$ 30,9 milhões por unidade. É o caso dos mísseis nucleares Trident II, lançados por submarino e capazes de acertar alvos a mais de 7 mil km de distância (do Rio até Washington, capital dos EUA, seriam uns 7,7 mil km), voando a até 29 mil km/h. Ou seja, um suposto ataque partindo aí do Forte de Copacabana à Casa Branca (ou vice-versa) seria completado em pouco mais de 15 minutos após o disparo de um Trident II.

Falando em disparo, na conta de Trump foram US$ 468 mil (R$ 1,9 milhão, aproximadamente) para atacar e matar o general Soleimani, amado e idolatrado em Teerã. Há quem diga que o também amado presidente americano estaria jogando golfe na Flórida quando deu a ordem para um drone acionar quatro foguetes Hellfire rumo à Bagdá, capital do Iraque. De acordo com dados do Departamento de Defesa dos EUA em 2017, cada unidade do Hellfire custa a bagatela de US$ 117 mil (cerca de R$ 475 mil).

Não dá para calcular como seria a retaliação iraniana, porque o país desenvolve as próprias armas internamente e não há dados de contrato disponíveis para calcularmos o preço unitário dos mísseis. De acordo com Secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, o Irã mandou 16 mísseis para atacar bases iraquianas que abrigavam soldados americanos em 7 de janeiro (11 atingiram a base de Al Asad, um atingiu a base de Erbil e outros quatro falharam). Tudo indica que as armas usadas na missão teriam sido o Fateh-110 e o Qiam-1. Ah, nenhum soldado americano, iraquiano ou britânico foi morto nestes ataques.

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