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Resistance: o Resident Evil multiplayer é bem mais divertido do que parece

Vilão ou cobaia? Em Resistance você escolhe seu lado em partidas multiplayer  - Divulgação
Vilão ou cobaia? Em Resistance você escolhe seu lado em partidas multiplayer
Imagem: Divulgação

Makson Lima

Colaboração para o START

18/04/2020 04h00

Resident Evil Resistance não teve a melhor das apresentações. Foi revelado durante a Tokyo Game Show (TGS) de 2019 como "Project Resistance", deixando muito mais perguntas do que respostas no ar: era um jogo novo, ou seria algo diferente? Quem esteve na BGS do mesmo ano teve a oportunidade de testar a brincadeira, mas as dúvidas só cresceram.

Acelerando o tempo, um resumo da ópera: o que parecia ser um jogo com vida própria era, na verdade, o modo multiplayer de Resident Evil 3 Remake, colocando quatro jogadores para tentarem fugir das criaturas e obstáculos criados por um quinto jogador. Era Resident entrando no gênero do "multiplayer assimétrico", de games como Friday The 13th: The Game e Predator.

Vilão ou cobaia?

Ao contrário de jogos como Outbreatk, Operation Raccoon City ou Umbrella Corps, Resistance não é um título por si só, mas parte do pacote do remake de Resident Evil 3. Ou seja: não pode ser adquirido separadamente. Ele foi desenvolvido pelos taiwaneses da Neobards Entertainment, cuja parceria com a Capcom vem de adaptações de outros Resident Evil para o Nintendo Switch, e traz uma nova perspectiva para a série: não canônica, mas que explora cenários de Raccoon City às vésperas da total erradicação.

Depois de muito tempo tanto na pele dos sobreviventes quanto dos vilões, posso garantir que Resistance é bem menos complicado do que aparenta, e bem mais divertido também

A união faz a força, mas também é bom saber correr - Divulgação
A união faz a força, mas também é bom saber correr
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Depois de muito tempo tanto na pele dos sobreviventes quanto dos vilões, posso garantir que Resistance é bem menos complicado do que aparenta, e bem mais divertido também. É claro que, como qualquer jogo 100% baseado no multiplayer online, a diversão vai depender, de fato, do grupo que estiver com você.

O mergulho no multiplayer por parte da Capcom foi completo: há missões diárias, semanais, pontos de resultado para adquirir caixas de conteúdo aleatório, de cosméticos a novos equipamentos para vilões e sobreviventes, evolução para cada um dos personagens e novos conteúdos vindouros. Até o momento, Jill Valentine foi anunciada como parte do elenco, chegando em 17 de abril, seguida por Nicholai em maio e outras novidades a partir de junho.

Jill em abril, Nicholai em maio e mais novidades secretas a partir de junho - Divulgação
Jill em abril, Nicholai em maio e mais novidades secretas a partir de junho
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A princípio, é de se torcer o nariz. Resistance não é um jogo que lida muito bem com primeiras impressões, mas é preciso desmistificar. O tutorial, tanto para vilões quanto sobreviventes, cobre apenas o básico dos objetivos e comandos. Para aprender o jogo, seus macetes, maneirismos e dinâmicas, é preciso se aventurar no sempre amedrontador multiplayer online. Ou você pode ter amigos: quem cria a sala se faz vilão e pode escolher quatro cobaias para seu experimento. A missão para cada lado é bastante simples: os sobreviventes devem escapar do mapa com vida, e o vilão, impedi-los a qualquer custo.

Resident Evil Resistance: Cenas de gameplay

Quatro sobreviventes e um destino

Ao contrário dos vilões, os seis sobreviventes estão disponíveis logo de cara. São bem diferentes entre si e, independentemente das escolhas, compõem um grupo de quatro participantes bastante capaz de chegar até o final, mesmo com um vilão competente agindo por trás das câmeras de segurança.

Trabalho em equipe é primordial. Do contrário, nada feito. Em Resistance, agir sozinho é cavar uma cova rasa. Num grupo desfalcado porque a conexão de alguém falhou (o que é surpreendentemente raro de acontecer), as chances de vitória são quase nulas.

"Não vai dar uma de Rambo, heim", alguém pontualmente avisou ainda na tela de seleção de personagens. E é exatamente isso.

Trabalho em equipe é primordial. Do contrário, nada feito. Em Resistance, agir sozinho é cavar uma cova rasa

O elenco de sobreviventes

Valerie Harmon

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Estudante de química, sua habilidade febril levanta sobreviventes caídos e cura todos dentro de uma área definida, por tempo limitado. Sua outra habilidade destaca itens e inimigos no cenário - uma dica pontual: deixe sempre seu mapa aberto, no melhor estilo Diablo.

January Van Sant

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A gótica e hacker do grupo é capaz de agir diretamente nas forças do vilão, desligando câmeras de segurança e aumentando o preço dispensado nas armadilhas e monstruosidades.

Samuel Jordan

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É o mais resistente dentre os sobreviventes: sua habilidade febril aumenta sua resistência e coragem, onde faz uso dos próprios punhos para abrir caminho entre a mortulha.

Tyrone Henry

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O jovem bombeiro em treinamento é a força de frente ideal. Seu pontapé derruba até mesmo zumbis fortificados e é capaz de aumentar a resistência de todos ao seu redor. Quando escolher Tyrone, opte por bastões de alumínio e marretas, além dos kits de reparo.

Martin Sandwich

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Ter Martin no time significa ter alguém que desativa armadilhas e posiciona a sua própria, eletrocutando diversos monstros ao mesmo tempo. Sua habilidade febril é particularmente útil contra Armas Biológicas, como William Birkin: atordoa a criatura por alguns instantes.

Becca Woolett

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Seu forte são as armas de fogo. Além de se assumir postura ideal para tiros na cabeça, tem munição ilimitada enquanto sua habilidade febril estiver ativa.

Luta contra o relógio

Centro comercial, parque abandonado, cassino e laboratório. São quatro mapas de escolha aleatória, cada um deles dividido em três etapas, também referente ao número de objetivos a serem concluídos para escapar vivo do experimento. A planta é sempre a mesma, ao contrário do posicionamento dos itens-chave, necessários para progredir.

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São sempre cinco minutos em contagem regressiva: acertos dos sobreviventes concedem bônus de tempo, e o contrário também é válido por parte do vilão. Um sobrevivente morto e ressuscitado equivale a um decréscimo de trinta segundos no cronômetro, ou seja, tudo gira em torno do relógio. Minúcias contam: uma mordida de zumbi é computada, por exemplo, assim como seu extermínio de forma eficaz.

Independentemente do mapa, sobreviventes ou mentes doentias envolvidas, as missões são sempre as mesmas.

Na primeira etapa: recolher três peças de quebra-cabeças e posicioná-las ao lado da porta de saída; na segunda: encontrar o zumbi de posse do cartão de segurança necessário para desativar três terminais; na terceira: destruir três bionúcleos bastante resistentes e fugir. Tipo "Cubo", filme clássico de Vincenzo Natali.

Seu desempenho será recompensado com pontos para gastar em caixas de equipamentos e evolução para o personagem (evoluir significa mais espaço para equipar coisas e novas habilidades febris, ativas e passivas). No cenário ideal, todos escapam com vida.

Vilania está no DNA da Umbrella

A parte assimétrica de Resistance está diretamente associada a seu vilão, responsável por aprisionar quatro jovens num playground dos mais dementes. Seu ponto de vista são as diversas câmeras de segurança espalhadas pelo mapa, e suas armas variam entre zumbis, carnífices, armadilhas e algo mais pesado, como posicionar Mr. X no meio do cenário. Daniel Fabron, capacho de ninguém menos que Ozwell Spencer, tem essa carta na manga.

Certamente, a grande diversão em ser vilão é controlar zumbis e, em especial, a B.O.W. mais poderosa. Triste não ser possível assumir os comandos de demais criaturas, como Ivy, Cerberus ou Carnífices

Um baralho, tal qual um cardgame bastante simplificado e de fácil assimilação e personalização, está a disposição do vilão. Tempo concede mais pontos para serem gastos, e cartas mais potentes dispensam mais pontos.

Um zumbi rastejante, por exemplo, sequer custa algo. Posicionar uma metralhadora numa das câmeras, por outro lado, é mais custoso. Conforme os sobreviventes progridem nos objetivos, cartas mais fortes surgem, como as Armas Biológicas, tornando cada vilão bastante único. Certamente, a grande diversão em ser vilão é controlar zumbis e, em especial, a B.O.W. mais poderosa. Triste não ser possível assumir os comandos de demais criaturas, como Ivy, Cerberus ou Carnífices.

Eis aí a patota da maldade de Resistance, considerando que, para desabilitar cada vilão consequente, é necessário atingir nível 5 com o anterior.

Os vilões de Resistance

Annette Birkin

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A virologista pode empestear cada cômodo com zumbis purulentos, resistentes e em pouco tempo, além de ter Cerberus a granel a sua disposição. Sua B.O.W. é seu próprio marido, William Birkin, devidamente contaminado com G-Virus no primeiro estágio de evolução.

Daniel Fabron

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O responsável pela captura dos sobreviventes é também um dos mais sádicos a disposição. Carnífices fazem parte de seu leque de possibilidades, além de Mr. X, o Tirano de sobretudo e chapéu, grande causador de arritmias e síncopes.

Alex Wesker

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Como mentora de Annette, impregna os mapas com vírus, infectando os sobreviventes e tornando seus mortos-vivos mais fortes. Suas armadilhas são especialmente poderosas, assim como seu monstro particular e original, a planta carnívora Yateveo.

Ozwell Spencer

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O todo-poderoso da Umbrella faz uso de suas influências internas para acabar com a vida dos sobreviventes, o que significa um aparato de combate mais eficaz e de rápida assimilação. Sua carta especial na manga é o Campo de Desintegração, capaz de ferir mortalmente por quem lá transpassar.

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Resident Evil Resistance é o multiplayer mais ambicioso e distinto da franquia até o momento. É bem menos complexo e exigente do que uma primeira impressão pode apontar, mas exige cooperação. Não é tão difícil encontrar sessões para jogar (o tempo de espera para vilão é maior e chega a incomodar, o que é um tanto natural dadas as partes de cada partida) e a conexão é relativamente estável. Por ora, é comum encontrar sobreviventes correndo a esmo, sem rumo, agindo por impulsão e sozinhos. Nesse aspecto, os vilões podem parecer poderosos em demasia, com mais recursos e opções, mas, depois de muitas horas de jogo, concluo haver aqui um balanceamento interessante, instigante quanto a tensão proporcionada.

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