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"Dishonored 2" não inova, mas melhora e expande conceitos de predecessor

Victor Ferreira

Do UOL, em São Paulo

21/11/2016 16h58

“Dishonored 2” demorou para "clicar" comigo.

Embora seja um grande fã do primeiro jogo da série e de suas duas expansões, a sequência levou um bom tempo para me prender do mesmo jeito, graças tanto a um início abrupto quanto - admito - minha própria ferrugem com as mecânicas do jogo.

Montagem/UOL
Imagem: Montagem/UOL

Mas, quando todos os elementos se alinharam, finalmente consegui apreciar o que o novo jogo traz, servindo como uma evolução e refinamento dos conceitos do primeiro “Dishonored”, e oferecendo a jogadores diversas ferramentas para explorar e interagir com o estranho mundo de Serkonos.

Vingança tropical

Situado 15 anos depois dos eventos do jogo original, “Dishonored 2” começa com a usurpação da imperatriz Emily Kaldwin, deposta de seu trono pela feiticeira Delilah Copperspoon, vilã das expansões “The Knife of Dunwall” e “Witches of Brigmore”.

No controle de Emily ou de seu pai e herói do game original, Corvo Attano (que agora não é mais um protagonista mudo), o jogador deve viajar para a ilha de Karnaca, capital de Serkonos, para desvendar a conspiração por trás do golpe e retomar o poder da cidade de Dunwall.

Jogadores devem desvendar uma vasta conspiração até retomar o trono da vilã Delilah - Divulgação
Jogadores devem desvendar uma vasta conspiração até retomar o trono da vilã Delilah
Imagem: Divulgação

Para isso, é preciso investigar, explorar e eliminar as principais pessoas envolvidas com os planos de Delilah, podendo tanto criar uma trilha de sangue e violência quanto adotar uma abordagem mais sutil, furtiva e misericordiosa.

Enquanto a história começa de forma bem abrupta, a equipe de desenvolvimento Arkane Studios eventualmente consegue encontrar um bom ritmo para a mistura entre a narrativa e o gameplay, dando chance ao jogador de desvendar mais sobre o mundo e a história de cada personagem da forma que preferir.

Os ambientes elaborados trazem um bom senso de variedade, mesmo quase todos criados com o mesmo template de “mansão ou edifício gigante”. Ainda assim, os desenvolvedores procuram adicionar variedade às missões, seja investigando uma casa com quartos que podem ser completamente alterados com o puxar de uma alavanca, até a possibilidade de viajar no tempo e alterar (levemente) alguns eventos vistos no futuro.

Adaptar ou morrer

O melhor de “Dishonored 2”, porém, envolve a liberdade e as possibilidades que o Arkane Studios oferece para se avançar pelo jogo.

Seja no papel de Emily ou Corvo, o jogador tem uma série de habilidades diferentes, que podem ser usadas de diferentes formas para confundir, incapacitar ou eliminar seus inimigos.

Graças aos poderes sobrenaturais concedidos pelo ser conhecido apenas como “O Estranho”, os protagonistas podem saltar distâncias maiores, identificar inimigos e encontrar rotas diferentes. Além disso, tanto Emily quanto Corvo têm habilidades únicas, com a imperatriz sendo capaz de hipnotizar pessoas e se transformar em um vulto, enquanto ou protetor real pode parar o tempo e possuir outros personagens.

Mais do que isso, o Arkane também levou em conta jogadores que queiram misturar estas habilidades especiais, como é o caso de Emily, que pode facilmente passar despercebida por guardas ao usar a técnica de hipnotizar em conjunto com o poder Dominó, que “une” personagens e faz com que efeitos que normalmente só funcionam em uma pessoa passem a afetar um grupo.

Jogadores mais ousados podem até rejeitar os poderes do Estranho no início do game, se limitando apenas às habilidades e equipamentos normais de Emily e Corvo.

Qualquer que seja a escolha do jogador, “Dishonored 2” traz um mundo que convida à experimentação e criatividade de seu usuário, e é um prato cheio para quem quiser estudar e repensar nos diversos caminhos possíveis dentro do jogo.

… O que também explica porque esta análise demorou tanto para sair.

Ao invés de ratos, em "Dishonored 2" é preciso lidar com uma praga de moscas de sangue - Divulgação
Ao invés de ratos, em "Dishonored 2" é preciso lidar com uma praga de moscas de sangue
Imagem: Divulgação

Mais do melhor

Após mais de 20 horas de jogo, a impressão é de que “Dishonored 2” é o melhor exemplo de algo que é “mais do mesmo”.

O game não traz grandes inovações técnicas ou mecânicas em relação ao primeiro jogo - mesmo cinco anos depois e com máquinas mais poderosas, seu visual parece essencialmente o mesmo -, mas os desenvolvedores refinaram e expandiram o que ele poderia oferecer.

O título provavelmente não irá conquistar que não gostou do primeiro “Dishonored”, mas é um prato cheio para quem quiser causar o caos (Baixo ou Alto) em ambientes abertos e complexos.

“Dishonored 2” está disponível para PC, PS4 e Xbox One.

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