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Ricardo Feltrin

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Acordo da Record com futebol do Rio dá mais poder e dinheiro a clubes

Flamengo Campeão Carioca de 2020 - Marcelo Cortes / Flamengo
Flamengo Campeão Carioca de 2020 Imagem: Marcelo Cortes / Flamengo
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

21/02/2021 10h17

O acordo recém-anunciado pela Record para transmissão do campeonato carioca de 2021 e 2022 promete mudar a forma de transmitir futebol —ao menos regional— nos próximos anos.

O acordo inclui Record, a Federação de Futebol do Rio (Ferj), a agência SportsView, o Facebook, serviços de streaming, aplicativos e operadoras.

Na TV aberta a Record terá exclusividade por duas temporadas. Só este ano a emissora garante a cobertura e transmissão de 15 jogos ao vivo.

A novidade é que o Facebook transmitirá também os mesmos 15 jogos (11 da Taça Guanabara, 2 jogos das semifinais, 2 jogos das finais e, ainda, "highlights" dos principais jogos do Carioca 21) —algo impensável nos tempos em que a Globo dominava o futebol.

Aliás, o acordo Record-Ferj só nasceu devido ao fracasso das negociações dos cariocas com a Globo.

Trata-se do maior investimento da Record em esportes nos últimos anos

Os mais de 70 jogos do torneio poderão ser adquiridos também por PPV pelas operadoras Claro, Vivo e Sky.

Quem optar por assistir aos jogos por aplicativo poderá assinar o LiveMode.

O pacote total custará R$ 129,90; a mensalidade ficará em R$ 49,90, e o jogo avulso R$ 59,90.

Outra novidade é que o pay-per-view também será vendido diretamente pelos clubes através de suas plataformas de relacionamento com seus torcedores

Clubes lucrarão mais

Os clubes terão maior participação no percentual de repasse do valor das vendas aos consumidores finais: 53% de tudo o que for vendido contra 38% na plataforma concorrente do Premiere, desenvolvido pela Globo.

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