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Com fama de 'cara legal', Tom Hanks conta como virou um ranzinza em filme

De Splash, em São Paulo

26/01/2023 04h00

Tom Hanks é considerado um dos atores mais legais de Hollywood, conhecido até mesmo como "Mr. Nice Guy", algo como "Sr. Cara Legal" em tradução livre para o português. Com jornalistas, o ator é extremamente simpático e faz questão de ser gentil (eu mesma já o entrevistei duas vezes e, em ambas, o ator agiu como se fossemos amigos há anos, sempre puxando papo antes das entrevistas).

Uma fama tão positiva, no entanto, pode levar a uma estranheza na hora de interpretar personagens que não sejam tão "bonzinhos". É o caso de "O Pior Vizinho do Mundo", longa dirigido por Marc Foster ("007: Quantum of Solace") que acompanha a história de Otto, um homem ranzinza e implicante com as pessoas ao seu redor que, ao ficar viúvo, decide acabar com sua vida.

Em entrevista a Splash, Hanks explica não entender Otto como uma pessoa "mal-humorada", mas sim alguém com "um senso extremamente forte do que é certo e do que é errado".

"Ele quer que as coisas sigam as regras e a maior regra seja o bom senso. 'Por que você estacionaria lá? Você não entende que não pode estacionar aí? As regras são muito claras. Você não pode estacionar lá. Por que você está estacionando aí?' Eu penso isso o tempo todo, eu e eu mesmo."

Para ele, que é "um dos caras mais legais de Hollywood", não foi um "grande esforço". "Talvez, na linguagem corporal de fazer a pergunta, talvez dessa forma, o desempenho exigia um pouco mais. Mas a sensibilidade é algo que eu reconheço."

"O Pior Vizinho do Mundo" é uma regravação americana de um longa sueco e Tom Hanks acredita que ambientá-lo nos Estados Unidos faz muito mais sentido porque, de uma maneira ou outra, as pessoas se identificam com o personagem.

"Então siga minhas regras, porque se todos me pedissem, se todos fizessem o que eu digo, tudo ficaria bem. Todo mundo se sente assim em algum momento, não é?", brincou.