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Luisa Marilac diz que teve internação negada em hospital e cita transfobia

Luísa Marilac disse que sua internação para tratar seroma foi negada por hospital - Reprodução/TV Globo
Luísa Marilac disse que sua internação para tratar seroma foi negada por hospital Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para Splash, em Maceió

12/03/2022 23h15Atualizada em 13/03/2022 16h24

A influenciadora digital Luisa Marilac relatou que ficou impossibilitada de ser internada no Hospital Santa Rita, localizado na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, e afirma que foi vítima de transfobia pelos funcionários da unidade hospitalar, ao ser tratada no masculino.

Segundo relato compartilhado pela paciente no Instagram, Marilac deu entrada na unidade hospitalar com dores nos seios e com um quadro de seroma, que é uma complicação que pode surgir no período de pós-operatório, caracterizado pelo acúmulo de líquido abaixo da pele.

O cirurgião Thiago Marra, profissional responsável pelo tratamento da influencer, comentou a situação em vídeo compartilhado por ela. O especialista diz possuir cadastro no Hospital Santa Rita, mas, mesmo assim, o local não permitiu que ele tratasse sua paciente lá. Segundo contou, essa é uma "denúncia gravíssima", motivada "por transfobia e outras questões que não estão elucidadas".

Thiago Marra explicou que há 15 dias Luisa Marilac fez uma troca de próteses nos seios e foi diagnosticada com quadro de seroma. O cirurgião afirma que "ela está muito bem clinicamente, com a pressão boa, sem nenhum sinal de infecção", mas é preciso tratar o edema, para evitar que se torne algo mais grave.

"Hoje, a Luisa, ela está com ceroma, com inchaço, edema na mama, que é algo que pode ocorrer, graças a Deus sem nenhum sinal de inflamação, mas com a mama bastante inchada, bastante edemaciado e eu dei entrada com ela, pedi para ela ir para o hospital, desde o início foi tratada no masculino", afirmou.

"Já fiz e-mail para o hospital para ela ser atendida, ser internada, ela foi avaliada em 'pronto atendimento' pela médica, que viu a situação, que viu o inchaço. A conduta é ser internada. É uma situação que necessita fazer drenagem. Ela está sentindo dor. O seroma, se não for tratado, drenado, pode gerar uma infecção, que pode se agravar e infeccionar outras partes e pode complicar", completou, ressaltando que isso "não vai acontecer isso porque nós não vamos deixar",

Porém, Marra pontuou que precisa resolver a questão do hospital, que teria se recusado a tratá-la, pois se trata de "uma situação inédita".

"Nunca sofri algo nesse sentido, como médico nunca passei por isso. Minha paciente numa condição de extremo desespero", finalizou.

Em nota oficial compartilhada com Splash, o Hospital Santa Rita afirmou não realizar, sob nenhuma forma, tratamento discriminatório, seja por sexo, raça, religião ou outro.

"A paciente Luisa Marilac da Silva já se encontra internada e realizou o procedimento no centro cirúrgico, onde existem as condições ideais para tal. Sobre as acusações de atos discriminatórios, informamos que os fatos estão sendo apurados por meio de sindicância interna", diz o texto.