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Harry e Meghan lamentam desigualdade na distribuição de vacinas da covid-19

Príncipe Harry e Meghan Markle - Imagem: Reprodução/CBS
Príncipe Harry e Meghan Markle Imagem: Imagem: Reprodução/CBS

Colaboração para Splash, no Rio de Janeiro

29/10/2021 18h26

Em uma carta aberta publicada no site da Organização Mundial da Saúde (OMG), o Príncipe Harry e Meghan Markle lamentam a desigualdade na distribuição de vacinas contra a covid-19. O duque e a duquesa de Sussex criticam a passividade dos países mais ricos e como os locais de baixa renda estão sendo prejudicados no processo.

Na carta em parceria com Tedros Adhanom, diretor da OMS, o casal diz buscar pressionar os líderes do G20, que vão se reunir neste próximo final de semana, em Roma. "Quando os líderes das nações mais ricas do mundo se reuniram na Cúpula do G7 em junho, anunciaram coletivamente que 1 bilhão de doses de vacinas covid-19 seriam enviadas para países de baixa e média renda para ajudar a vacinar o mundo. As farmacêuticas prometeram quase o mesmo. No entanto, como várias nações ainda não têm vacinas suficientes para seus próprios trabalhadores da saúde, o mundo fica perguntando: onde estão as doses?", diz um trecho do comunicado.

Em outro momento da carta, o casal enfatiza que 7 bilhões de doses já foram aplicadas pelo mundo, mas apenas 3% das pessoas que receberam a vacina são de países pobres. "Entre os países representados no G20, têm alguns com milhões de vacinas excedentes que serão desperdiçadas quando expirarem. Cada dose descartada de uma vacina da covid-19, quando há formas de doá-la, deve indignar a todos nós. Cada dose representa uma pessoa real — mãe, pai, filha ou filho — que poderia ter sido protegida", lamentam.

Por fim, Harry e Meghan falam sobre as reuniões globais que participaram durante todo o ano, a fim de colaborar com a igualdade na distribuição do imunizante. A carta recorda que as metas definidas antes eram de 'vacinar 40% de todos os países até o final de 2021 e 70% até meados do próximo ano". Com isso, eles alertam: "Não podemos simplesmente esperar que a pandemia termine sozinha. (...) Vidas literalmente dependem disso".