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Deputado pede que MPF denuncie Mario Frias por incêndio na Cinemateca

O secretário especial da cultura, Mario Frias - Reprodução/Instagram
O secretário especial da cultura, Mario Frias Imagem: Reprodução/Instagram

De Splash, em São Paulo

02/08/2021 15h07

O deputado Carlos Giannazi (PSOL-SP) e o vereador Celso Giannazi (PSOL-SP) pediram que o MPF (Ministério Público Federal) denuncie criminalmente o secretário especial da cultura, Mario Frias, e o adjunto da pasta, Hélio Ferraz de Oliveira, pelo incêndio na Cinemateca Brasileira.

O UOL teve acesso ao documento, que foi enviado ao procurador-chefe da Procuradoria da República no Estado de São Paulo, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo. Nele, alegando que "nenhuma medida concreta foi tomada pelo Governo Federal" para a gestão e preservação do local, ambos apontam "evidente prevaricação com o patrimônio cultural."

Do laudo da Defesa Civil de São Paulo, fica evidente que o local estava em situação de abandono e sem manutenção, quer pela magnitude dos estragos, quer pela situação em que se encontram os materiais que não foram destruídos. Toda essa situação, de abandono, de descaso, de falta de cuidado e de desleixo com o patrimônio cultural, era de pleno conhecimento dos dirigentes da Secretaria Especial da Cultura. diz o documento

O deputado e o vereador, que são irmãos, reforçam que nada foi feito para evitar o incidente na Cinemateca.

Assim, em sendo de conhecimento do agente público a situação do patrimônio cultural, e nada tendo sido feito para impedir ou evitar sua destruição, fica evidente a ocorrência da prática de prevaricação por parte do Secretario Especial da Cultura e seu Adjunto, que deixaram de praticar atos de ofício em defesa do patrimônio cultural representado pela Cinemateca Brasileira. segue o pedido

Incêndio da Cinemateca causa destruição de arquivos da TV Tupi, Canal 100 e mais

Incêndio na Cinemateca

Um incêndio atingiu uma unidade da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, na última quinta-feira (29). O imóvel, de 9,5 mil m², teve o galpão de arquivo comprometido - uma área de cerca de 1 mil m².

O incidente teria começado no teto, por volta das 18h. De acordo com a bombeira militar Karina Paula Moreira, o fogo se iniciou em uma sala de acervo histórico de filmes, no primeiro andar, durante uma manutenção de ar condicionado, conduzida por empresa terceirizada contratada pelo Governo Federal. Em nota, a Secretaria Especial de Cultura menciona ter contratado serviço de manutenção do sistema de climatização no local há um mês.

A Polícia Federal vai investigar as causas do incêndio. Procurada pelo UOL, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) confirmou a informação e ainda disse que o Corpo de Bombeiros realizaria fiscalização no local na sexta-feira (30).

Atualmente, a Cinemateca possui uma dívida que já passa de R$ 13 milhões devido a um calote do governo federal. Ela é o maior museu do audiovisual e do cinema da América do Sul e é administrada pelo Ministério do Turismo.