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As falas polêmicas de Alexandre Garcia no 'Liberdade de Opinião', da CNN

Alexandre Garcia, novo contratado da CNN Brasil
Alexandre Garcia, novo contratado da CNN Brasil
Divulgação

Guilherme Lucio da Rocha

De Splash, em São Paulo

11/05/2021 04h00

O jornalista Alexandre Garcia é um dos participantes do quadro diário "Liberdade de Opinião", parte do "Novo Dia", da CNN. E, volta e meia, suas opiniões são motivo de polêmica e repercutem não apenas na TV, mas na internet.

A treta mais recente foi sobre a pandemia do coronavírus. Alexandre tentou justificar as falas do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que disse que baixaria um decreto contra medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos.

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O jornalista afirmou que o decreto do presidente nada mais faria que reforçar a Constituição, que garante o direito de ir e vir do cidadão. Ao ser questionado pelo apresentador Rafael Colombo se governadores e prefeitos não estariam tentando preservar vidas, Garcia se irritou.

Eu não estou sendo entrevistado.
Alexandre Garcia

A partir do minuto 19:30

Ao colunista de Splash Mauricio Stycer, Garcia explicou a situação e negou uma possível demissão ao vivo ao dizer que não saberia se iria voltar ao ar.

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Aconteceu que a editora me avisou no ouvido que eu não tinha mais tempo, que tinha se esgotado e eu tinha que devolver. Que eu tinha só um minuto. Só isso.
Alexandre Garcia

Essa não foi a primeira vez que o apresentador precisou fazer uma intervenção durante a fala de Alexandre Garcia no quadro "Liberdade de Opinião".

Em agosto de 2020, Garcia pregava sobre a suposta eficácia da cloroquina (não comprovada cientificamente) quando Colombo questionou o colegas sobre as até então 100 mil mortes registradas no país, incluindo de seus amigos próximos.

Sa cloroquina funcionasse, não teríamos 100 mil mortos.

Eu tenho todo respeito pela história do Alexandre, mas me sinto no dever de fazer esse posicionamento.
Rafael Colombo
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Nova defesa da cloroquina

Alexandre iniciou sua jornada na CNN em 27 de junho de 2020. E começou defendendo a eficácia do uso do remédio no tratamento precoce contra a covid-19.

O jornalista se disse incomodado com colegas que reforçavam, ao citar a droga divulgada pelo presidente Bolsonaro, que ela não tinha eficácia comprovada no tratamento contra a covid-19. Para exemplificar sua tese, Garcia disse que o presidente era a prova da eficácia.

O meu colega diz: 'mostrou a caixa de hidroxicloroquina, que não tem comprovação científica', e ele está na frente do presidente, que é a comprovação científica que ela dá certo,
Alexandre Garcia
MATEUS BONOMI/ ESTADÃO CONTEÚDO - MATEUS BONOMI/ ESTADÃO CONTEÚDO
Bolsonaro com a caixa de cloroquina
Imagem: MATEUS BONOMI/ ESTADÃO CONTEÚDO

Tudo normal

Um dia após dizer "não sei se volto", Alexandre voltou. Ele comentou as 28 mortes durante operação policial na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, a ação mais letal na história do estado.

Garcia disse que a chacina foi "exitosa, bem planejada e realizou bem os seus objetivos".

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Não houve dano colateral. Foram mortas pessoas que escravizam a população. Eu não padeço de bandidolatria.
Alexandre Garcia

Segundo o UOL mostrou, a fala de Garcia seguia o pronunciamento da Polícia Civil do Rio de Janeiro. No entanto, nem todos os mortos na operação eram alvo de mandado da Justiça.