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'Mulher-Maravilha 1984' é um dos melhores filmes que a DC já fez

Gal Gadot em nova foto divulgada de "Mulher Maravilha 1984"
Gal Gadot em nova foto divulgada de "Mulher Maravilha 1984"
Warner Bros. Pictures

Beatriz Amendola

De Splash, em São Paulo

15/12/2020 14h00

"Mulher-Maravilha" foi um bom respiro no bagunçado universo DC dos cinemas quando estreou, lá em 2017.

"Mulher-Maravilha 1984" é ainda melhor. E não só.

É o melhor filme desse mesmo universo até agora.

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A sequência, que estreia nesta quinta (17) nos cinemas após ser adiada várias vezes pela pandemia de covid-19, é um grande acerto da diretora Patty Jenkins e da estrela Gal Gadot, que agora assumiu também o posto de produtora.

Juntas, as duas criaram uma produção solar e cativante, mais ousada e ao mesmo tempo mais íntima do que o primeiro filme, situado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

Gal Gadot e Patty Jenkins na CCXP 2019 - Iwi Onodera/UOL - Iwi Onodera/UOL
Gal Gadot e Patty Jenkins na CCXP 2019
Imagem: Iwi Onodera/UOL

Patty Jenkins, que acaba de ser anunciada como a primeira mulher a dirigir um filme de "Star Wars", está visivelmente mais segura na condução do filme, que tem tom e identidade muito próprios.

E o mesmo vale para a Mulher-Maravilha e sua intérprete.

Diana agora está mais madura, mais segura de si e menos ingênua, mas ainda esperançosa e otimista. E Gal Gadot continua sendo a intérprete perfeita para o papel, entregando uma performance sólida mesmo nos momentos mais dramáticos da trama.

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Gal Gadot no pôster de 'Mulher-Maravilha 1984' - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

A trama

O roteiro escrito pela própria Patty Jenkins em parceria com Dave Callaham e Geoff Johns (chefe criativo da DC) faz um ótimo trabalho ao conciliar sequências de ação ambiciosas com o desenvolvimento emocional de seus personagens, que enfrentam riscos maiores e conflitos mais complexos.

Os vilões

O maior acerto do filme, no entanto, está nos vilões, que foram o ponto mais fraco do antecessor. Ares e Dra. Veneno, dois vilões genéricos e pouco inspirados, agora dão lugar a Maxwell Lord (Pedro Pascal) e Barbara Minerva/Mulher-Leopardo (Kristen Wiig).

Uma dupla à altura da heroína.

Pedro Pascal como Maxwell Lord em 'Mulher-Maravilha 1984' - Divulgação/IMDb - Divulgação/IMDb
Pedro Pascal como Maxwell Lord em 'Mulher-Maravilha 1984'
Imagem: Divulgação/IMDb

Tanto Maxwell quanto Minerva têm personalidades e motivações fortes e tramas bem desenvolvidas, de modo que nenhuma parte do conflito deles com Diana soa forçada. E ambos se mostram perfeitos para a atmosfera oitentista do filme.

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Claro que os atores ajudam (e muito!). Pascal torna seu Maxwell Lord mais uma sátira muito carismática do que uma caricatura, enquanto Wiig demonstra bem a perda de humanidade de sua personagem.

O ponto negativo fica pelo visual da Mulher-Leopardo pós-transformação no ato final, que deixa a desejar.

Barbara Minerva (Kristen Wiig) em Mulher-Maravilha 1984 - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Barbara Minerva (Kristen Wiig) em Mulher-Maravilha 1984
Imagem: Reprodução/Instagram

E o Steve Trevor?

Sim, essa poderia ser a grande escorregada de "Mulher-Maravilha 1984". Mas fique tranquilo: o retorno de Trevor (Chris Pine) se encaixa organicamente no roteiro do filme.

Então, vale ver?

Vale. "Mulher-Maravilha 1984" diverte, emociona e, principalmente, traz esperança, uma das grandes marcas das histórias da super-heroína.

É o filme que precisávamos para tornar o fim deste 2020 caótico um pouquinho mais leve.