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Mauricio Stycer

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Ouvir Galvão narrar um jogo é a esperança de que as coisas voltem ao normal

Galvão Bueno em seu retorno às transmissões da TV Globo após mais de um ano - Reprodução/TV Globo
Galvão Bueno em seu retorno às transmissões da TV Globo após mais de um ano Imagem: Reprodução/TV Globo
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

11/04/2021 13h51

Sem narrar há 14 meses, desde fevereiro de 2020, Galvão Bueno voltou a comandar uma transmissão esportiva neste domingo (11), na disputa da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Palmeiras.

E Galvão voltou em grande estilo.

Primeiro, comemorando o fato de já ter tomado duas doses da vacina contra covid-19. "A emoção toma conta de mim. Não é uma vitória minha, é uma vitória de Deus e da ciência, é uma vitória da vacina. Viva a vida!", festejou.

"Poder estar aqui de novo depois de 47 anos de história, completados agora em março. 14 meses depois voltando a narrar um jogo, e que jogo!"

Depois, ao longo da transmissão, mostrou que continua em forma, para o bem e para o mal. A voz está ótima, a empolgação segue irretocável e a capacidade de criar emoção mesmo onde não há continua a mesma. Num vacilo, que já aconteceu com outros locutores, Galvão narrou um gol inexistente de Gabigol.

E, no melhor momento, deixou a diplomacia de lado e criticou abertamente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), geradora das imagens, por não mostrar a briga entre integrantes das equipes técnicas dos dois times.

Por alguns momentos, a volta de Galvão à narração de uma partida de futebol me fez ter a esperança de que as coisas vão voltar ao normal.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL