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Mauricio Stycer

The Voice + emociona tanto que iguala os melhores e os piores participantes

Abadia Pires, mãe de Alexandre Pires, impressionou ao cantar "Você me vira a cabeça" - Reprodução/Instagram
Abadia Pires, mãe de Alexandre Pires, impressionou ao cantar "Você me vira a cabeça" Imagem: Reprodução/Instagram
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

24/01/2021 16h48

O "The Voice" nunca foi uma competição apenas sobre quem tem a melhor voz. Como todo show de talentos, é também uma disputa que envolve as histórias dos participantes, além da simpatia e do carisma de cada um no palco e nas entrevistas exibidas previamente ao espectador.

Também pesam o gosto pessoal dos jurados, eventualmente muito peculiar, a sensibilidade do público e, em alguns casos, a força de fã-clubes.

Na versão com crianças, o "The Voice" adicionou mais um critério na avaliação - a "fofurice" dos candidatos, o jeitinho (espontâneo ou ensaiado) de cantores mirins, que comove jurados e plateia.

Agora, nesta versão para maiores de 60 anos, há novamente em jogo um fator emocional forte. Em comum, todos os candidatos mostram que ainda há muita coisa para acontecer na vida e que nunca é tarde para brilhar no alto de um palco da Globo.

Para quem assiste, seja no time dos jurados, seja em casa, é impossível não ver estes cantores sem pensar em alguém conhecido, um parente, um amigo, um vizinho e nos ícones da música que eles homenageiam em suas apresentações. Esse sentimento corre solto, de certa forma igualando tanto os bons quanto os mais sofríveis participantes.

Antes da estreia, no podcast UOL Vê TV, fizemos duas críticas a esta variação do formato "The Voice". Manifestamos preocupação com a pandemia de coronavírus e os riscos envolvidos na participação de tantas pessoas dentro dos grupos de risco. E lamentamos que a Globo não tenha escalado algum jurado +, ou mesmo um apresentador +, para lidar com os candidatos.

Resta apenas esperar que os cuidados tomados estejam sendo efetivos. Quanto aos jurados, continuo com a opinião de que teria valido a pena arriscar um pouco e mexer mais profundamente no time de avaliadores. A emoção ia explodir. Ainda assim, registro que Ludmilla e Mumuzinho estão mandando muito bem, e Daniel e Claudia Leitte não comprometem.