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Mauricio Stycer

" Foi com muito orgulho que revelei 20 novos autores", diz Silvio de Abreu

Silvio de Abreu - Ag News
Silvio de Abreu Imagem: Ag News
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

27/11/2020 17h34Atualizada em 27/11/2020 17h51

Silvio de Abreu fez um balanço dos seus 42 anos de Globo, lembrando que entrou como "metade de uma dupla", por causa de sua parceria bem-sucedida com Rubens Ewald Filho em "Éramos Seis" (1977), na Tupi, e deixou a emissora como diretor de teledramaturgia. Abreu afirmou que a decisão de deixar a emissora "não é fácil", mas necessária. "A vida é feita de perdas, ganhos e opções", disse.

O diretor de teledramaturgia acredita que deixou um legado. "Foi com muito orgulho que revelei 20 novos autores, que darão seguimento a esse gênero que é extremamente importante inclusive para a geração de empregos em toda a classe artística".

Abaixo, um resumo das declarações de Silvio após o anúncio de sua saída:

"Um ciclo termina. São mais de 40 anos de Globo. Foi um período maravilhoso, entrei na emissora como 'metade de uma dupla' e saio como o diretor de dramaturgia, além de ter tido inúmeros sucessos em novelas nesses anos todos. Acredito que tomei uma atitude acertada e que está na hora de me dedicar a outros desafios. Não que não seja difícil. Ao contrário. Não é fácil se despedir de uma história que faz parte da sua identidade. Mas a vida é feita de perdas, ganhos e opções.

Meu período como diretor de dramaturgia foi muito rico e de plena liberdade. A novela faz parte da cultura brasileira, é entretenimento gratuito e da mais alta qualidade para o grande público e foi essencial garantir um processo permanente de renovação de talentos. Foi com muito orgulho que revelei 20 novos autores, que darão seguimento a esse gênero que é extremamente importante inclusive para a geração de empregos em toda a classe artística. Outro legado que deixo é um planejamento de longo prazo das novelas, que nos permitiu maior organização, eficiência, qualidade e criatividade.

Desejo todo o sucesso do mundo para meus colegas e parceiros desta empresa que amo e da qual me sinto parte."

Nova estrutura

Na nova estrutura do entretenimento da Globo, anunciada nesta sexta-feira (27), Ricardo Waddington tem três diretorias de gêneros abaixo dele, dramaturgia (Jose Luiz Villamarim), variedades (Boninho) e variedades (Mariano Boni).

"Os diretores de gênero têm a responsabilidade pela gestão executiva e pela visão de longo prazo do portfólio de cada um dos gêneros, cuidando de toda a cadeia de produção, da conceituação artística ao desenvolvimento e execução dos projetos, atuando como integradores entre criação e produção. Ao longo do processo, devem também focar na identificação e viabilização artística das oportunidades comerciais. No novo desenho, os diretores artísticos e os produtores passam a responder diretamente ao diretor de gênero. A Globo Filmes passa a se reportar ao diretor de gênero de dramaturgia."

"Inspiramos e transformamos muitas vidas dentro e fora da Globo"

Monica Albuquerque - TV Globo - TV Globo
Mônica Albuquerque
Imagem: TV Globo

Mônica Albuquerque, diretora da estratégica área de desenvolvimento e acompanhamento artístico (DAA), também se manifestou sobre a sua saída, destacando a implementação de ações para garantir maior diversidade na programação. A sua diretoria foi extinta.

"Fecho um ciclo de muita dedicação e paixão. Tenho orgulho por ter realizado, junto com a minha equipe, um trabalho consistente com autores, diretores e elenco, desenvolvendo e preparando esses profissionais para os novos desafios da empresa e do nosso negócio; de ter criado a Casa dos Roteiristas, que implantou uma maneira moderna e eficiente de criar e desenvolver projetos; e de ter implementado ações que garantiram maior diversidade a todos os times, como o Laboratório de Narrativas Negras para o Audiovisual. Também agradeço a oportunidade de ter desenvolvido atividades na esfera internacional, formando parcerias duradouras.

Sigo feliz por ter contribuído para a construção de uma história poderosa e verdadeira, ao lado de pessoas muito talentosas, com quem aprendi muito. Ao longo desse caminho, juntos inspiramos e transformamos muitas vidas dentro e fora da Globo. Neste momento só tenho a agradecer e desejar muito sucesso e realizações a todos que seguem trabalhando nesta empresa vencedora e que representa tanto para o nosso país e para a cultura brasileira."

Com a extinção da DAA, a estrutura da área passa a ser a seguinte:

Criação de conteúdo: Edna Palatnik
"Responsável por fomentar a criação de conteúdo, atuando como um centro de inteligência, realizando estudos de conteúdo e apontando tendências, fazendo a gestão do portfólio de conteúdos e liderando a mesa de criação, onde os novos conteúdos são apresentados para as áreas de produtos. Faz o acompanhamento dos conteúdos em exibição e cuida do processo de aquisição dos direitos de projetos literários. É responsável também pela gestão das equipes de autores, roteiristas e produtores de conteúdo."

Gestão de talentos artísticos: Adelia Croce
"Responsável pelo casting (escalação) e pela gestão de elenco, incluindo a pesquisa, captação, apoio aos diretores artísticos e autores na escalação, desenvolvimento e acompanhamento do elenco, bem como em seu processo de avaliação. Além disso, apoia a negociação de contratos de elenco e criadores e dá suporte aos Gêneros e à área de Criação de Conteúdo, no processo de pesquisa, captação e avaliação de criadores. Adelia assume esta nova posição a partir de 1º janeiro. E, durante os meses de janeiro e fevereiro, acumulará esta função com sua posição na área de Recursos Humanos".

Gestão de produção artística: Bernardo Portugal
"A gestão da produção artística cuida da pesquisa, alocação, desenvolvimento e acompanhamento dos conceituadores de produção artística e de seus projetos de conceituação de caracterização, figurino, cenografia, arte, continuidade, produção musical, iluminação, captação de imagem e finalização. É responsável também pelas pesquisas de produção de arte e de tendências para os gêneros de entretenimento. No novo desenho, a área de produção musical passa a se reportar diretamente à Gestão de Produção Artística."

Execução da produção: Gleiber Morato
"Responsável pelo planejamento técnico da produção, cuidando da execução, manutenção, acervo e "desprodução" de cenários (incluindo montagem e desmontagem), cidades cenográficas e figurinos, buscando sempre eficiência e qualidade na condução desses processos."

Inteligência e gestão de performance: Fabiano Moreno
"Responsável por garantir uma visão integrada e estratégica do planejamento e performance, por meio de análises e insights. Centraliza o planejamento e dimensionamento integrados de todas as alavancas envolvidas na criação e na produção de conteúdo de entretenimento, incluindo recursos técnicos, operação e pessoal (artístico e não artístico). Responsável também pela consolidação das demandas das áreas de produtos, facilitando o relacionamento. Realiza a governança da área e apoia as mesas de Criação e Produção."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL