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Churrasco pelo mundo: aprenda cinco formas diferentes de usar a brasa

De Nossa

27/06/2022 04h00

É óbvio que o brasileiro se orgulha do próprio churrasco. Mas não é só no país tropical que o uso do fogo faz parte da cultura alimentar.

Cada região do mundo cultivou os seus ícones à brasa ao longo das décadas. Alguns desses preparos foram temas de episódios da série "Vai Ter Churras", de Nossa.

Assista aos vídeos abaixo e aprenda com coreanos, árabes, norte-americanos e alemães cinco jeitos únicos de assar carnes na churrasqueira.

Coreano

Deixe o garfo e faca para lá. Que tal comer churrasco de palitinhos orientais (jeotgarak)? Diferentemente dos brasileiros que adoram um bifão, os coreanos gostam de comer lâminas finíssimas de carne de boi e de porco.

Assim que a fatia doura, eles a levam à boca junto de acompanhamentos que vão de folhas refrescantes a conservas fermentadas e picantes. Para testar em casa, peça para o seu açougueiro de confiança cortar a costela na transversal, em pedaços de até 4 dedos, e "borboletar" a carne sem tirá-la do osso.

Costela fininha rica em temperos inova churrasco - Mariana Pekin/UOL - Mariana Pekin/UOL
Costela fininha rica em temperos inova churrasco
Imagem: Mariana Pekin/UOL

Pela espessura, o tempo de grelha é rapidinho. Mas antes, cada fatia é mergulhada num tempero especial, de cebola, gengibre, alho, pera asiática, shoyu, saquê, açúcar e óleo de gergelim torrado, que promove uma mistura de sabores nada monótona no paladar.

Árabe

Aquele espeto giratório, com um montão de carnes bem temperadas e 'amontoadas' assando de fora para dentro, foi popularizado como churrasquinho grego nas ruas de São Paulo. Mas além dos gregos, mexicanos e árabes também têm o espeto giratório na sua cultura alimentar.

Considerada uma comidinha de rua, consiste num sanduíche que recebe as lascas de carne. A ideia é caramelizar a parte externa, 'descascar' o que está pronto e esperar caramelizar de novo.

Para que o esquema dê certo a nível doméstico, Bruno compra alcatra e cupim já fatiados em pedaços finos e monta um espeto duplo intercalando os cortes com duas batatas cruas nas pontas. Na hora de levar à churrasqueira, a ideia é selar um lado de cada vez, cortar as pontas caramelizadas, voltar o espeto com o restante da carne para a grelha e repetir o processo até acabar.

Alemão

Culinária alemã e churrasco combinam e muito. Isso porque o tradicional joelho de porco, o eisbein, fica ótimo na grelha. Por se tratar de uma peça bastante gordurosa e colagenosa, ela exige tempo e calor para ficar macia e suculenta.

O passo a passo inclui a marinada de 48 horas, mais cinco horas de brasa e a finalização pertinho do fogo. Mas toda essa espera vale muito a pena.

Ainda mais se, para completar esse passeio pela gastronomia germânica, o complemento é uma saborosa salada quente de repolho e maçã grelhados — uma versão do famoso chucrute.

Estadunidense

Enquanto no Brasil o peito bovino entra em cozidos e às vezes no hambúrguer, nos Estados Unidos, especialmente no Sul, ele é a estrela do churrasco e atende pelo nome de brisket.

Com a técnica low and slow, de baixa temperatura e longa cocção, o colágeno rígido da carne se desmancha e as fibras ficam macias e agradáveis. No american barbecue, o processo é feito no chamado pit smoker, que usa lenhas frutíferas para defumar o peito.

Como por aqui não é comum ter o aparelho em casa, Bruno Salomão se propõem a combinar o uso do forno e da churrasqueira convencional, sem esquecer do bark, a crostinha que se forma no exterior da carne graças a uma mistura de ervas e temperos secos chamada de dry rub.

Brasileiro

Tem coisa mais "com cara de churrascaria brasileira" do que espeto corrido? A tradição das carnes que rodam o salão equilibradas pelos garçons começou no país em meados de 1960.

O pontapé para a criação dos rodízios foi fazer o espeto "correr" diante dos convidados. Segundo a Achuesp, o primeiro a lançar moda teria sido a Churrascaria 477, em Jacupiranga, na divisa do estado de São Paulo e do Paraná, a fim de solucionar a confusão dos garçons pelo excesso de público provocado por uma festa.

O conceito de comer à vontade cortes sempre quentinhos se espalhou pelas beiras das estradas, tornou-se um ícone dos caminhoneiros e não demorou a conquistar o mundo. No episódio, Bruno Salomão prova que o espeto também dá bons resultados no churrasco caseiro feito com picanha, miolo de acém e linguiça.