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Pacová exige luz e mais cuidados específicos para folhas sempre exuberantes

Queridinha dos lares brasileiros, Pacová exige série de cuidados para ficar sempre bonita - Getty Images/iStockphoto
Queridinha dos lares brasileiros, Pacová exige série de cuidados para ficar sempre bonita Imagem: Getty Images/iStockphoto

Silvia Montico

Colaboração para Nossa

29/01/2022 04h00

Não tem como se deparar com a planta Pacová (Philodendron martianum) e não se apaixonar à primeira vista. Também popularmente conhecida como Babosa-de-pau, a planta nativa da Mata Atlântica é uma ótima alternativa para quem quer decorar com uma espécie de impacto, já que ela chama muita atenção com suas grandes folhas.

Segundo a bióloga Lenise Lima, que compartilha dicas sobre as verdinhas no perfil @lenili.atelier, a planta se adapta muito bem em ambientes internos, considerando que na natureza é originária de áreas com mata onde a claridade é intensa, mas os raios solares são filtrados pelas copas das árvores maiores.

Em casa

Para cultivar a pacová em casa e mantê-la sempre saudável, o ideal é tentar reproduzir em casa o mais próximo possível do ambiente natural da planta, ou seja, um lugar com bastante luz natural.

Também é importante cuidar das regas, pois o excesso de água pode prejudicar a planta. É preciso sempre verificar a umidade do substrato antes de regar", orienta.

Ambiente bem iluminado é essencial para a saúde da Pacová - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Ambiente bem iluminado é essencial para a saúde da Pacová
Imagem: Getty Images/iStockphoto

A melhor dica é deixar a planta sempre próxima de uma janela, preferencialmente onde bata o sol fraco das primeiras horas da manhã. Lembrando que, por ser uma planta tóxica, é recomendado que não fique na altura de crianças e pets.

O vaso de plástico, que comumente já vem com a planta dos gardens, é o ideal para que seja cultivada. Uma dica para deixar a decor mais bonita é usar um cachepô para esconder o plástico. Atualmente há no mercado uma infinidade de cachepôs dos mais diferentes materiais.

Vale lembrar que água acumulada no cachepô também pode contribuir para apodrecer a planta.

Doenças

Outro ponto muito importante para ter em mente é ficar sempre de olho às possíveis doenças que podem acometer a Pacová. De acordo com a bióloga, uma das doenças que mais atingem a planta é a fúngica.

Como a planta já possui reserva de água, o excesso de rega faz com que o ambiente possa se tornar propício para o desenvolvimento de fungos patogênicos", diz.

Philodendron martianum, conhecida como Pacová - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Philodendron martianum, conhecida como Pacová
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Essas doenças geralmente se manifestam com uma mancha bem característica: o meio mais amarronzado com bordas amareladas.

Para tratar uma planta doente, Lenise ensina uma receita caseira que pode ajudar a combater o mal. "Sugiro fazer uma solução de uma colher de sopa de água oxigenada 10 volumes para cada 250 mililitros de água e aplicar como rega assim que o substrato estiver seco".

Também é possível borrifar o líquido nas folhas. As que já estiverem danificadas (amareladas), não ficarão verde novamente, mas as novas folhas nascerão normais e saudáveis se a doença for controlada", explica.

Lenise Lima e sua Pacová - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Lenise Lima e sua Pacová
Imagem: Arquivo pessoal

Precisa adubar?

De acordo com a bióloga, a Pacová não é uma planta muito exigente quanto à adubação e nela pode ser usado um adubo equilibrado como NPK 10-10-10 ou o bokashi. "Sempre seguindo as orientações dos fabricantes que vêm nas embalagens", diz.

Dicas extras

Lenise explica que um bom jeito de manter a pacová sempre bonita é umedecer um pano com água e limpar as folhas quando estiverem sujas e opacas. "Elas ficarão lindas e brilhantes e isso ajudará o seu desenvolvimento".

Outra dica valiosa é não cortar as raízes áreas da planta, que na natureza são utilizadas para fixação e captação de umidade.

Muitas pessoas cortam essas raízes por fatores estéticos, mas a recomendação é para que não se faça isso", finaliza a bióloga.