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Terninho mostra que peças de brechó têm mais significado do que se imagina

Cristina Rodrigues comprou roupa e descobriu o valor por trás desses itens vendidos em segunda mão - Arquivo Pessoal
Cristina Rodrigues comprou roupa e descobriu o valor por trás desses itens vendidos em segunda mão Imagem: Arquivo Pessoal

Marilia Marasciulo

Colaboração para Nossa

23/08/2021 04h00

Cristina Rodrigues

Cristina Rodrigues

Profissão

Terapeuta capilar

Minha roupa com história

Terninho laranja comprado em brechó

Tenho um estilo esportivo e despojado, prezo muito pelo conforto na hora de me vestir, sem abrir mão da praticidade. Minhas peças prediletas costumam ser jeans e camiseta, de preferência de tecidos leves, como algodão. Também gosto de sapatos sem salto, como tênis ou botas, bolsas grandes onde cabe tudo, maquiagem leve e cabelo com corte fácil de manter.

Mesmo apreciando a praticidade dos looks, sempre gostei muito de moda. Mas costumava comprar minhas roupas e acessórios em shoppings, nunca tinha ido a um brechó. Talvez por preconceito ou falta de conhecimento, acreditava que não iria encontrar nada legal e que combinasse com meu estilo em um brechó.

Até que no final de 2019 conheci o brechó do lar Tereza de Jesus, em Belo Horizonte, onde minha cunhada trabalha. Ele recebe doações e o lucro das vendas é revertido para o lar, uma proposta que considero muito bacana. Eu fiquei encantada com a quantidade de peças de qualidade e o preço excelente. Encontrei uma camiseta branca e esse terninho laranja que combina comigo — o tom é vibrante e alegre, ao mesmo tempo em que a peça dá um ar mais arrumado ao look. Talvez não teria olhado para ele se estivesse em lojas que eu geralmente frequentava.

Essa primeira experiência foi muito icônica para mim, pois as peças me ensinaram a valorizar os brechós. Desde aquele meu primeiro encontro com o brechó já comprei mais de 10 peças em lojas do tipo".

E conheci outros brechós: essa calça de alfaiataria que arrematou o look, por exemplo, veio do brechó da mãe de uma minha amiga. No fim, acabei com um visual despojado e ao mesmo tempo arrumado por menos de R$ 50. Uma pechincha!

Cristina Rodrigues  - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
A terapeuta capilar Cristina Rodrigues com o terninho laranja
Imagem: Arquivo Pessoal

Passei a enxergar os brechós como lugares com roupas cheias de histórias, além de serem a melhor forma de consumo consciente e sustentável, pois é muito melhor para o meio ambiente reaproveitar uma peça que já existia. Virou quase um estilo próprio: adoro entrar e fuçar para ver o que encontro, e quase toda vez saio com peças ótimas.

Para quem nunca foi a um brechó por preconceito ou porque acha que é melhor comprar em lojas comuns, digo sempre que vale a pena experimentar. Uma dica para quem nunca foi é buscar conhecidos que já frequentem brechós, eu sempre vou com uma amiga. O apoio de pessoas conscientes faz toda a diferença, sem falar que vira um programa muito divertido quando temos companhia para comemorar os "achados".

Ao comprar em brechós, evitamos que a roupa seja descartada e ela ganha uma nova vida e um significado maior do que imaginamos. Pretendo sempre continuar frequentando brechós — e também doar ou vender peças que eu não use mais para fazer o ciclo girar. Hoje acredito que estilo é saber se vestir com consciência e sustentabilidade.

Como usar

Infalível

Nada melhor do que um casaco colorido para trazer graça ao look de escritório. O segredo para quem ainda não tem esse costume é ir aos poucos, combinando-o com calça preta e blusa branca.

Vibrante

Cores vibrantes deixam qualquer visual mais estiloso — ainda mais se a cor estiver em peças que tradicionalmente vêm em cores sóbrias, como um terninho.