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Vestido junino com 30 anos conta história emocionante de vínculo familiar

Giovana (à esquerda) e Isabela com o vestido - Arquivo Pessoal
Giovana (à esquerda) e Isabela com o vestido Imagem: Arquivo Pessoal

Marilia Marasciulo

Colaboração para Nossa

05/07/2021 04h00

Giovana Franzolin Lopes

Giovana Franzolin Lopes

Profissão

Servidora pública

Minha roupa com história

Vestido de festa junina costurado por minha avó

Festas juninas nunca foram uma grande tradição na minha família. Mas, curiosamente, um vestido de festa junina se tornou um símbolo de como mantemos tradição e amor familiar, quase como uma testemunha de um vínculo que se perpetua pelo tempo.

Giovana, na infância, com o vestido de festa junina - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Giovana, na infância, com o vestido de festa junina
Imagem: Arquivo Pessoal

Tudo começou em 1986, quando minha mãe pediu à mãe dela que fizesse um vestido para minha primeira festa junina. Eu tinha quatro anos e ainda estava no pré. Minha mãe escolheu o tecido, os detalhes e o modelo, e minha avó, que era costureira, fez a peça.

Participei da festa e confesso que não tenho muita lembrança, a não ser alguma memória ou outra que vem quando vejo as fotos. Mas minha mãe resolveu guardar o vestido, porque gostou muito do resultado final e principalmente da estampa: ele é todo colorido, xadrez e com desenhos de casais de camponeses, os famosos "caipiras", muito fofos.

Até que chegou a vez da minha irmã, que é quatro anos mais nova que eu, usar na primeira festa junina dela. E, no ano seguinte, usou de novo. De repente, a peça começou a ganhar uma história.

Isabela, irmã de Giovana, com o vestido - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Isabela, irmã de Giovana, com o vestido
Imagem: Arquivo Pessoal

Como meu pai era funcionário da Caixa Econômica Federal, a gente se mudava muito. E o vestido começou a ir na mala. Foi de Avaré, onde morávamos na primeira festa junina, a Lençóis Paulista, onde estávamos na vez da minha irmã, e passou por muitas outras cidades até chegar a Bauru, onde moramos hoje. Minha mãe cuidou dele muito bem, lavando e arejando com frequência, tanto que nunca amarelou.

Nesse ano, chegou a hora da minha filha de quatro anos usá-lo pela primeira vez. Minha mãe só trocou o zíper, deu mais uma lavadinha e ficou como novo. A emoção dessa vez foi grande.

Se para mim já foi bastante emocionante ver minha filha com um vestido que eu usei há mais de 30 anos, imagina para a minha mãe?".

Clarice, filha de Giovana, com o vestido - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Clarice, filha de Giovana, com o vestido
Imagem: Arquivo Pessoal

Era a neta dela, usando um vestido que foi usado pelas duas filhas e feito pela mãe dela! Tenho certeza que deve ter passado um "filminho" na cabeça dela.

É bonito pensar como algo tão simples quanto um vestido pode representar tanta coisa. Além de estar ligado à alegria e empolgação de uma festa, afinal é o momento quando ele é usado, o vestido carrega um valor sentimental muito grande. Ele vai continuar com a gente por muito tempo, seja vestindo outras meninas da família — quem sabe eu ou minha irmã temos outra filha, ou minha filha tenha uma filha? — ou reaproveitado para ganhar novos significados. Mas a ideia é que ele permaneça e dê continuidade a essa história de afeto.

Como usar

Vichy

O vichy, estampa em que os quadradinhos do xadrez são bem marcados, deve reinar absoluto pelos próximos meses. Ele pode aparecer nas cores clássicas vermelho, preto ou azul, ou em tonalidades mais ousadas, como verde ou laranja.

Xadrez

A estampa que é a cara do inverno aparece em calças, blazers, sobretudos, saias, camisas ou mesmo meias. Um truque para a facilitar na combinação é coordenar os tons da estampa com as outras peças do look.