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Tênis francês está envolto em pessimismo às vésperas de Roland Garros

25/05/2019 15h04

Por Julien Pretot

PARIS (Reuters) - Uma combinação de lesões, falta de confiança e resultados ruins significa que há pouca chance de um jogador francês brilhar no Aberto da França deste ano, ainda mais conquistar um título que escapa aos homens do país desde 1983, e às mulheres desde 2000.

Quando Lucas Pouille chegou às semifinais do Aberto da Austrália, em janeiro, cresceram as expectativas francesas de que eles poderiam finalmente ter um jogador bom o bastante para competir nos principais torneios.

Em seguida, no entanto, o protegido de Amelie Mauresmo passou três meses sem vencer uma partida até ser campeão, em maio, do Challenger de Bordeaux, na prática, um campeonato de segunda divisão.

Mas, na sequência, o número 25 do mundo sofreu derrotas na segunda rodada do Aberto de Madri e na primeira rodada do Aberto da Itália. 

No ano passado, nenhum francês passou da terceira rodada e apenas o 16º do ranking, Gael Monfils, parece ter uma chance de superar essa fase nesta temporada. 

No entanto, o extravagante Monfils, campeão em Roterdã em fevereiro, tem sofrido com lesões, a última delas no joelho. 

Questionado sobre sua preparação para o Aberto da França, Monfils disse sem rodeios: “Eu descansei. Fiz ressonância magnética, exames para ver como estava meu corpo, e comecei a treinar.”

O diretor do torneio, Guy Forget, foi corajoso ao ser questionado sobre as expectativas da França para Roland Garros neste ano.

“Eles podem ser o elemento surpresa. Por terem experiência em torneios de Grand Slam, Tsonga, Richard Gasquet, Monfils e mesmo Lucas Pouille podem ter esperança”, disse Forget.

Gasquet voltou às quartas apenas no começo deste mês, depois de ter sido operado para tratar de uma hérnia, e Tsonga perdeu nas primeiras rodadas de Monte Carlo e Roma, sofrendo com lesões de longa data.

“Eu sei que tenho poucas chances de fazer um bom torneio (em Roland Garros)”, admitiu Gasquet.

Forget não mencionou o enigmático Benoit Paire, mas o tenista de 30 anos, que nem sempre se dá bem com as autoridades francesas, pode ser a melhor esperança do país.

Ele jogou muito bem para vencer o adolescente canadense Felix Auger-Aliassime e ser campeão em Lyon, no sábado, seu segundo título no saibro nesta temporada.

No lado feminino, Caroline Garcia chegou à quarta rodada ano passado, mas vinha com dificuldades para chegar às fases finais de qualquer torneio nesta temporada, até ser finalista em Estrasburgo, onde perdeu para Dayana Yastremska, no último sábado.

Garcia sabe tudo sobre a pressão de disputar um Grand Slam em casa, mas encara a situação como um privilégio.

“Claro que fico ansiosa para o Aberto da França, é o torneio que quero jogar desde que era criança”, disse a número 24 do mundo, à Reuters. “Às vezes, há mais estresse, mas eu sei que os torcedores me apoiam. É assim que tento usar essa situação.” 

(Reportagem adicional de Martyn Herman)

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