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Gueye terá que explicar boicote a camisa de campanha do PSG em apoio à causa LGBTQIA+

18/05/2022 15h36

Paris, 18 mai (EFE).- O volante senegalês Idrissa Gueye, do Paris Saint-Germain, deverá comparecer no Comitê de Ética da Federação Francesa de Futebol (FFF), após não vestir uma camisa da equipe que tinha as cores do arco-íris, em manifestação contra a homofobia.

O jogador alegou motivos pessoais para não participar, no último sábado, de jogo com o Montpellier, pelo Campeonato Francês, o que gerou polemica, diante da suspeita de que se afastou para não utilizar o uniforme especial.

O Comitê de Ética pediu, por meio de carta, que Gueye se apresente para falar sobre os rumores e convidaram a se deixar fotografar com a camisa em questão ou que confirme a negativa de se associar com a campanha.

Neste segundo caso, indica o órgão, o senegalês deverá "ter consciência de que seu gesto é um grave erro", por que "a luta contra as discriminações de todas as minorias é um combate permanente".

"Recusando participar de uma ação coletiva, ficam validados os comportamentos discriminatórios, a rejeição ao outro", indica nota emitida pelo Comitê de Ética.

Publicamente, Gueye não se manifestou sobre a polêmica. Já o presidente do Senegal, Macky Sall, enviou uma mensagem de apoio ao jogador pelo Twitter, que deixa a entender que a decisão foi tomada por motivos religiosos.

Na temporada passada, o volante já não tinha jogado em outra partida que o PSG utilizaria camisa em apoio à causa LGBTIA+, alegando que estava sofrendo de gastroenterite. EFE

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