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Promotores que investigam morte de Maradona começam a ouvir 13 testemunhas

02/08/2021 20h00

Buenos Aires, 2 ago (EFE).- Os promotores que investigam as circunstâncias que cercaram a morte do ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona, ocorrido em 25 de novembro do ano passado, começaram nesta segunda-feira a ouvir 13 testemunhas, conforme apurou a Agência Efe.

Os depoimentos estão sendo realizados na Promotoria Geral de San Isidro, na província de Buenos Aires. Em junho, tinham se apresentado para contar a versão do caso os sete indiciados por "homicídio simples com dolo eventual", crime que, de acordo com as leis da Argentina prevê penas de oito a 25 anos de prisão.

São eles, o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica que coordenava a internação domiciliar de Maradona, Nancy Forlini, o coordenador dos enfermeiros do ex-jogador, Mariano Perroni, e os enfermeiros Ricardo Omar Almirón e Dahiana Gisela Madrid.

Maradona sofria de dependência ao álcool e tinha sido internado em uma clínica da cidade de La Plata em 2 de novembro do ano passado, apresentando quadro de anemia e desidratação. Um dia depois, do ex-jogador foi transferido para um hospital de Buenos Aires, onde foi operado por um hematoma no cérebro.

Em seguida, no dia 11 de novembro, recebeu alta da unidade de saúde e voltou para casa, nos arredores da capital argentina, onde morreu no dia 25 do mesmo mês.

DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS.

Os primeiros testemunhos de hoje serão dos enfermeiros que trabalharam nos primeiros dias de internação domiciliar e nos fins de semana na casa de 'El Pibe'. Nesta segunda, será a vez de Cinthia Elizabeth Córdoba e Daiana Loreley Cáceres, enquanto na quarta, deporão Aldo Nelson Arnez Zenteno e Tamara Débora Mansilla.

Nesta quinta-feira, é aguardada a presença de Nelsa Marlin Pérez, que é chefe de enfermagem da empresa Medidom, ao qual trabalhavam os profissionais de enfermagem.

Depois será a vez de um dos fisioterapeutas do ídolo argentino Nicolás Taffarel, que teve áudios divulgados em que relatava à Leopoldo Luque, oito dias antes da morte de Maradona, que ele estava "muito inchado".

Na sexta-feira, prestarão depoimento dois cardiologistas apresentados pela defesa do neurocirurgião, Sebastián Nani e Oscar Franco.

Em 9 de agosto, estão marcados os testemunhos de pessoas ligadas ao ex-advogado de Maradona Matías Morla. São eles Federico Gallegos, especialista em telefonia, Sebastián Sanchi e Edgardo Moreno, ambos assessores de imprensa.

Por fim, em 11 de agosto, está programado o depoimento de José Capece, sociólogo e especialista em saúde mental, e Ignacio O'Donnell, propostos pela defesa de Cosacho.

Em maio, uma junta médica composta por 11 peritos indicou que o desempenho da equipe de saúde que acompanhou 'El Pibe' foi "inadequado, deficiente e temerário", com o ex-jogador sendo abandonado "a própria sorte".

A autópsia do corpo do lendário camisa 10 indicou que a causa da morte foi um edema agudo do pulmão, além de insuficiência cardíaca crônica. EFE

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