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Acusado de pagar subornos, presidente do PSG presta depoimento na Suíça

Valery Hache/AFP
Imagem: Valery Hache/AFP

25/10/2017 16h13

Genebra, 25 out (EFE).- O catariano Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e diretor-executivo do canal Bein Sports, depôs nesta quarta-feira (25) na sede do Ministério Público da Suíça e disse não ter envolvimento com fraude na compra de direitos de televisão para as Copas do Mundo de 2026 e 2030.

Na condição de representante da empresa de comunicação, o dirigente é investigado sobre irregularidades na negociação para a exibição do torneio para o Oriente Médio e o Norte da África. Ex-secretário-geral da Fifa, o suíço Jérome Valcke, também foi acusado.

"Não tenho nada a esconder. Estou à disposição do procurador-geral, se ele quiser voltar a me ver. Vim tranquilo e vou embora tranquilo", afirmou o mandatário do PSG.

No último dia 12, o MP da Suíça divulgou ter aberto, em 20 de março, investigação criminal contra Al-Khelaifi, Valcke e um empresário "de negócios ativos no mundo dos direitos esportivos". As acusações são de suborno, gestão desleal e falsificação de documentos.

O ex-secretário-geral da Fifa é suspeito de ter recebido subornos dos outros dois envolvidos para a venda dos direitos de transmissão, para determinados países, das Copas de 2018 até 2030.

O porta-voz da Promotoria, André Marty, afirmou que o depoimento do catariano durou muitas horas "por razões de tradução", mas que todas as perguntas desejadas foram feitas, assim como o dirigente do PSG deu todas as respostas necessárias.

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