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Em disputa acirrada, russos levam o ouro por equipes na ginástica

26/07/2021 11h52

Tóquio, 26 Jul 2021 (AFP) - Em uma disputa que foi definida apenas no último aparelho, Nikita Nagornyy levou nesta segunda-feira (26) os atletas do Comitê Olímpico Russo (ROC) à conquista da medalha de ouro na final masculina por equipes na ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

O Japão, atual campeão, ficou com a prata e a China com o bronze.

Os russos, competindo sob uma bandeira neutra em Tóquio devido a uma suspensão geral por doping, haviam conquistado pela última vez o cobiçado título por equipes em Atlanta, em 1996.

Este título, porém, não foi uma surpresa, pois a equipe russa havia sido coroada campeã mundial em 2019.

A equipe do ROC terminou com um total de 262.500 pontos, com o Japão com 262.397 e a China com 261.894.

Em uma competição muito disputada, o primeiro título da ginástica artística em Tóquio-2020, que acontece no Ariake Center, foi definido na última apresentação do solo.

A China estava a menos de um ponto da equipe do ROC antes da sexta rotação, com o Japão no terceiro lugar.

Após a quinta e penúltima rotação, menos de um ponto separavam os dois primeiros colocados: Rússia com 219.868, China com 219.228, enquanto o Japão, mais atrás, tinha 218.597.

Mas uma brilhante última apresentação na barra fixa do jovem japonês Daiki Hashimoto, com uma pontuação de 15.100, colocou os anfitriões dos Jogos de Tóquio-2020 de volta na disputa, garantindo pelo menos o segundo lugar.

E então, com a temperatura subindo e o pulso acelerado, Nagornyy concluiu uma apresentação quase impecável no solo, com nota de 14.666, o que garantiu o ouro para sua equipe.

"Vocês ouviram falar do tufão essa manhã? O tufão chegou, ganhamos a medalha, então não precisam mais se preocupar com o tufão", brincou o atleta, referindo-se à tempestade tropical que se aproxima do Japão, após a cerimônia de entrega das medalhas ao som de concerto nº 1 de Tchaikovsky.

A música do compositor russo foi escolhida para os pódios, já que o hino nacional russo não pode ser tocado em razão da suspensão do país pelo escândalo de doping, e seus atletas competem sob uma bandeira neutra.

"Eu estava preocupado que os juízes pudessem dar a medalha ao país anfitrião", acrescentou ele, em tom mais sério.

Seu companheiro de equipe Artur Dalaloyan, que acaba de voltar de uma ruptura do tendão de Aquiles, também brilhou, com um salto de 14.933 pontos.

"Sabíamos que tínhamos que fazer um bom solo. Sabíamos que nesse caso teríamos uma medalha, só não sabíamos a cor", reagiu o russo Denis Abliazin.

mr

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