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Primeiro-ministro australiano quer explicações e ameaça expulsar Djokovic

Do UOL, em São Paulo (SP)

05/01/2022 08h53

O primeiro-ministro australiano Scott Morrison afirmou em coletiva de imprensa, na manhã de hoje (5), que o tenista Novak Djokovic precisa provar ter uma isenção médica genuína para não ter se vacinado contra a covid-19 para poder jogar o Australian Open, caso contrário, ele estará no 'próximo avião para a casa'.

"Aguardamos sua apresentação e as provas que ele nos fornece para apoiá-la. Se as provas forem insuficientes, ele não será tratado de forma diferente com ninguém e estará no próximo avião para casa. Não deveria haver regras especiais para Novak Djokovic. Nenhuma", disse Scott Morrison.

Na última terça-feira (4), o tenista sérvio afirmou nas redes sociais que o governo local lhe concedeu uma 'permissão de exceção' para jogar o primeiro grande torneio de 2022 sem apresentar comprovante vacinal contra a covid-19.

O governo federal australiano, responsável pelas fronteiras internacionais e pelos vistos, não participou do processo de isenção da vacina. Morrison ressaltou que várias isenções foram concedidas, mas foram para pessoas que provaram de forma verdadeira o motivo de não tomarem a vacina.

"Portanto, as circunstâncias não são únicas, a questão é se ele tem evidências suficientes para apoiar que ele se qualificaria para essa exceção", acrescentou.

O Aberto da Austrália acontece do dia 17 de janeiro (segunda-feira) até o dia 30 (domingo). A competição será disputada na cidade de Melbourne.