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"Evidências" peruana: conheça a música de 40 anos que é sucesso no Pan-2019

Dança na Vila Pan-Americana dos Jogos em Lima, no Peru - Lima 2019/juegos
Dança na Vila Pan-Americana dos Jogos em Lima, no Peru Imagem: Lima 2019/juegos

Karla Torralba

Do UOL, em Lima

09/08/2019 04h00

Em todas as sedes dos Jogos Pan-Americanos de Lima é impossível ficar parado quando começa a tocar a música mais "chiclete" do torneio: "Cariñito" (docinho/querida, em espanhol). E quem diria que, em 2019, 40 anos depois de seu lançamento, essa cumbia seria tão tocada e dançada em Lima por peruanos e estrangeiros?

Tão certo quanto a entrega de medalhas é o agito que ela causa. Todo mundo canta e dança quando a canção começa a tocar nos ginásios de competições do Pan. Os peruanos, que conhecem a letra desde sempre, formam um grande coral para cantar a composição de Ángel Aníbal Rosado.

"Cariñito" é uma cumbia peruana interpretada pela primeira vez em 1979 pela banda Los Hijos del Sol. O ritmo era popular no litoral do país. Depois deles, outros cantores regravaram a canção, que virou uma espécie de "Evidências" no Peru. Mas ela nunca fez tanto sucesso como agora, e os atletas do Pan são testemunhas.

A música ficou conhecida entre os estrangeiros que acompanham os jogos em Lima no dia da abertura, quando foi trilha sonora da entrada dos atletas peruanos no Estádio Nacional de Lima. Nas arquibancadas, o coral de torcedores cantou.

Lucho Quequezana, diretor musical da cerimônia de abertura do Pan, que escolheu o tema para a entrada da delegação, ri ao ouvir que ninguém para de cantar "Cariñito" mesmo sem saber a letra. Ele ressalta que, mais que uma canção divertida de dançar, para os peruanos ela é sinônimo de integração de diferentes culturas do país.

"Os estilos lá em 1979 eram muito separados. Quem escutava rock não escutava cumbia. O que passou com o Peru nos últimos anos foi uma espécie de reconhecimento de nossa identidade. Agora, o peruano dos Andes se vê no peruano da selva. A canção, a cumbia, agora tem muita aceitação por ser um símbolo de nossa mestiçagem. É um gênero mestiço", disse.

A letra fala sobre chorar por amor: "Nunca, mas nunca me abandone, docinho/querida". Mas o que importa mesmo é que todo mundo canta, aceita e dança sem parar. Para Quequezana, o sucesso da música mostra para nós, estrangeiros, que o Peru é mais que Machu Piccho, os Andes e lhamas. "O mundo viu o Peru tem outras coisas para oferecer", completou.

A Letra:

Lloro por querete, por amarte, por desearte
Lloro por querete, por amarte, por desearte
Ay cariño, ay mi vida
Nunca pero nunca me abandones Cariñito
Nunca pero nunca me abandones Cariñito
Lloro por querete, por amarte, por desearte
Lloro por querete, por amarte, por desearte
Ay cariño, ay mi vida
Nunca pero nunca me abandones Cariñito
Nunca pero nunca me abandones Cariñito
Estos son?