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Pan 2019

Flávia Saraiva cresce 12 cm, ganha bronze e avisa: "Sou a mesma Flavinha"

Flávia Saraiva conquistou duas medalhas de bronze no Pan de Lima - REUTERS/Ivan Alvarado
Flávia Saraiva conquistou duas medalhas de bronze no Pan de Lima Imagem: REUTERS/Ivan Alvarado

Karla Torralba

Do UOL, em Lima (Peru)

29/07/2019 18h56

É difícil não chamar Flávia Saraiva de Flavinha. E mesmo se você não for íntimo da atleta, tudo bem: ela se apresenta dessa maneira. A ginasta conquistou hoje (29) sua segunda medalha de bronze individual em Jogos Pan-Americanos. A carioca repetiu em Lima o bronze que havia conquistado em Toronto-2015. Seja no Canadá ou no Peru, continua arrancando sorrisos de quem interage com ela. Mas o que mudou de lá para cá?

Já com a medalha de bronze assegurada na prova de individual geral da ginástica artística, rodeada por jornalistas, disse que continua a mesma, entre sorrisos e agradecimentos. Mas não é bem assim. A maturidade e experiência são inegavelmente maiores. Além disso, há quem possa até não notar, mas Flávia Saraiva hoje está 12 centímetros mais alta.

"Não mudou nada, sou a mesma pessoa. As pessoas falam: 'Flávia, se concentra'. Eu fico rindo, brincando. Acho que essa sou eu, e tenho de continuar sendo assim. Sou a Flavinha e vou continuar sendo assim para sempre", ressaltou a ginasta.

De fato, essa personalidade brincalhona e carismática se mantém. Assim como seu talento natural como atleta. Há 5 anos, a brasileira chamou atenção pelas boas apresentações em Toronto, mostrando que estrela não precisava ser alta. Ela tinha 1,33 cm de altura, a mais baixa da delegação brasileira. Agora ela cresceu. Tem 1,45m, com 43kg.

A maturidade também avançou. Com o desfalque de Jade Barbosa, Flávia foi a líder da equipe brasileira na competição por equipes, na qual também ganhou a medalha de bronze.

O carisma fica evidente na reação dos peruanos na plateia. Flavinha foi uma das ginastas mais aplaudidas no ginásio Villa el Salvador em suas duas apresentações no solo neste Pan.

"Fiquei muito feliz porque, quando você faz o solo, e vê que a torcida está com você, é algo muito bom. Dá uma emoção, uma força para conseguir terminar. Foi um ano meio difícil para mim: tive altos e baixos, e o principal foi que não desisti", disse.