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Laudo aponta que irmão de Lais Souza morreu por afogamento em pesca

Lais Souza perdeu o irmão neste mês vítima de afogamento - Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Lais Souza perdeu o irmão neste mês vítima de afogamento Imagem: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

29/09/2018 04h00

O laudo do IML sobre a causa da morte de Mateus Souza, irmão da ex-ginasta Lais Souza, no último dia 7, quando praticava pesca subaquática numa represa do Rio Grande, em Miguelópolis-SP, foi divulgado. O delegado responsável pelo caso, Paulo de Castro Cervantes, informou que Mateus morreu por afogamento.

O afogamento ocorreu por asfixia, quando há aspiração de água, provocando a obstrução do aparelho respiratório e dificultando a ventilação ou a troca de oxigênio com o ar atmosférico. O exame necroscópico apontou que houve ‘substituição pelo meio líquido’.

Irmão de Lais Souza - Reprodução/UOL - Reprodução/UOL
Imagem: Reprodução/UOL

O laudo descarta a suspeita inicial de que a morte teria sido causada por um mal súbito. Logo após a tragédia, havia dúvida porque o local onde Mateus Souza se afogou não tinha muita profundidade, com apenas 1,50 m.

Ainda havia indícios de que o rapaz não tinha liberação médica para realizar a atividade após um conhecido informar que ele teria sido proibido de mergulhar por um médico.

Essa informação, no entanto, ainda não foi confirmada e o delegado aguarda a chegada da carta precatória (meio de comunicação entre juízes de comarcas diferentes) de Ribeirão Preto para a conclusão do inquérito.

Mateus, que tinha 36 anos, passava o feriado com a família num rancho e decidiu pescar com os amigos. Familiares afirmaram que ele já tinha experiência na pesca subaquática de tucunaré, que praticava com frequência.

No fim da tarde, ele foi deixado em um ponto da represa. Por volta de 17h, o barco voltou para buscá-lo, mas não o avistou. Os amigos fizeram buscas no local e o encontraram já sem vida submerso na água em uma área não muito profunda. Ele não usava cilindro para mergulho.

O corpo de Mateus foi levado para perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Ituverava e ele foi enterrado no dia seguinte, no cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto. Lais Souza hoje mora em Vitória, no Espírito Santo, e não compareceu ao velório e nem ao enterro.

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