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Oposição esvazia depoimento de ministro para ouvir PM

Ministro Orlando Silva tem nome envolvido em acusações de corrupção em sua pasta - Ueslei Marcelino/Reuters
Ministro Orlando Silva tem nome envolvido em acusações de corrupção em sua pasta Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Mauricio Savarese

Em Brasília

18/10/2011 14h50

Líderes da oposição ao governo Dilma Rousseff esvaziaram nesta terça-feira o depoimento do ministro do Esporte Orlando Silva à comissão de Turismo e Desporto da Câmara doa deputados.

Neste momento, eles estão reunidos no gabinete da liderança do PSDB no Senado com o policial militar João Dias Ferreira, acusador de um esquema de corrupção na pasta, em encontro informal para esclarecimentos. A tática dos adversários do ministro é de pressionar por um convite ao PM e ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz para darem depoimento sobre as denúncias na Câmara. Mais cedo, os governistas manobraram para derrubar dois pedidos deste tipo.

Denúncias

Orlando Silva visita o Congresso Nacional para se defender das denúncias de corrupção feitas no fim de semana pela revista Veja e pelo Fantástico, da Rede Globo. A revista trouxe o depoimento do militar João Dias Ferreira acusando-o de ter recebido "uma caixa de papelão lotada de cédulas de R$ 50 e R$ 100, na garagem do ministério”. Silva se disse inocente e prometeu processar o PM, que está preso.

Já o Fantástico apresentou suspeitas sobre a atividade da ONG Pra Frente Brasil, dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodriguez. A entidade mantém convênio de R$ 28 milhões com o ME e há acusações de desvio de dinheiro público. Silva pediu investigação sobre o caso.

Terreno com dutos da Petrobras

Nesta terça, matéria do UOL Esporte assinada pelo jornalista Ricardo Perrone apresentou a informação de que, em agosto de 2010, Orlando Silva Júnior comprou, por R$ 370 mil, um terreno no distrito de Sousas, em Campinas (SP). Pela área de aproximadamente 90 mil m² passa um duto de gás da Petrobras.

Silva, que é ministro do Esporte desde 2006 e recebia à época da compra R$ 10.748,43 mensais, pagou o terreno à vista. Conforme documento obtido pela reportagem, ele usou cheque administrativo –modalidade que permite o uso do cheque sem que o pagador movimente sua própria conta. Por meio de sua assessoria de imprensa, porém, ele deu outra versão. Afirmou ter pagado o terreno com um cheque pessoal.

Documentos da própria companhia mostram que há planos para mudanças nos dutos localizados no Estado de São Paulo, gerando alto risco de desapropriação. Um funcionário do condomínio Colinas do Atibaia, onde fica a propriedade, disse ao UOL Esporte que a equipe de uma empresa que trabalha para a petrolífera esteve lá recentemente.

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