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Com problemas para criar, chute de média distância vira arma no São Paulo

Jogadores do São Paulo comemoram o gol de Hernanes contra a Ferroviária - Marcello Zambrana/AGIF
Jogadores do São Paulo comemoram o gol de Hernanes contra a Ferroviária Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

12/03/2019 11h25

Mudança de treinador, saídas e chegadas de jogadores, subida de atletas da base... Estamos apenas no início de março, mas o futebol no São Paulo já viveu de quase tudo que se espera em um ano. Ainda buscando a formação ideal, o Tricolor encontrou uma arma importante: os chutes de longa e média distância.

Contra a Ferroviária, Hernanes marcou o quarto gol de fora da área do time no Paulistão. Agora, a equipe tem a maior marca da competição, superando Oeste e Ponte Preta, que estufaram as redes três vezes desta distância. O meia, por sua vez, foi quem mais guardou, anotando dois tentos, mesmo número alcançado por Alex Reinaldo, do São Caetano. Hudson e Pablo marcaram os outros dois para o time.

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O camisa 15, aliás, é um dos responsáveis pelo aumento de arremates de fora. Apesar de ter disputado apenas seis jogos no Campeonato Paulista, o jogador é o líder de tentativas certas de longe, com sete chutes em gol de 12 tentados, segundo dados do Footstats.

O bom desempenho nas finalizações mais longas contrasta com outros números do ataque são-paulino. Com 80 assistências para finalização, o time do Morumbi tem apenas a 9ª melhor marca do fundamento no campeonato, empatado com o Bragantino. Um dado que mostra a dificuldade da equipe em criar jogadas coletivas em seu campo ofensivo. Principalmente pelo chão, já que a bola aérea também tem sido um dos trunfos. Com quatro tentos de cabeça, é o terceiro clube de melhor marca, ficando atrás apenas de Santos e Red Bull Brasil, ambos com cinco.

Mesmo tendo o 4º ataque mais positivo da competição, com 11 bolas na rede, o Tricolor é apenas o 11º em gols marcados dentro da área, o que reforça a importância das tentativas de fora.

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