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São Paulo evolui com Jardine e joga bem com Nenê e Diego Souza juntos

Nenê (foto) voltou a crescer depois da chegada de André Jardine ao São Paulo - Rubens Chiri/São Paulo
Nenê (foto) voltou a crescer depois da chegada de André Jardine ao São Paulo Imagem: Rubens Chiri/São Paulo

19/11/2018 08h00

Nenê e Diego Souza foram os principais pilares de um São Paulo que um dia ameaçou ser campeão brasileiro, mas vê-los juntos em campo passou a ser raridade no fim da era Diego Aguirre. O uruguaio, antes elogiado por fazer o que Dorival Júnior não conseguiu - montar um time competitivo com os dois veteranos -, acabou se convencendo de que eles não podiam jogar lado a lado. A vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro mostrou algo diferente.

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André Jardine quebrou um hiato de cinco partidas e escalou Nenê e Diego Souza como titulares. Isso não acontecia desde a derrota por 3 a 1 para o Internacional, dia 22 de setembro, em Porto Alegre. Depois disso, Nenê foi reserva contra Atlético-PR, Vitória, Flamengo e Corinthians, os últimos quatro jogos de Aguirre.

Contra Atlético-PR e Vitória, o camisa 10 entrou justamente no lugar de Diego. Contra o Flamengo, nem jogou. Contra o Corinthians, com um homem a mais, o treinador utilizou os dois juntos nos 26 minutos finais.

Se pudesse, Jardine teria reeditado a dupla já na partida de quinta passada, contra o Grêmio, mas Diego Souza torceu o joelho no treino da véspera e foi vetado. Diante do Cruzeiro, enfim, foi possível vê-los atuando juntos - e por 90 minutos.

Assim como no jogo anterior, o São Paulo fez jus ao discurso do interino e procurou jogar no campo do adversário na maior parte do tempo. Apesar de não ter empilhado chances, fez boa etapa inicial, com muita posse de bola e nenhum sofrimento atrás. As oportunidades claras foram duras: primeiro Nenê exigiu grande defesa de Fábio após usar o pivô de Diego Souza e depois o próprio Diego marcou de voleio após o meia cobrar escanteio e Arboleda desviar de cabeça.

Na etapa final, com a equipe mineira mais ofensiva a cada minuto, sobrou mais espaço para atacar em velocidade. A capacidade que Diego Souza tem de segurar a bola no ataque e soltá-la nos momentos certos foi importante. E Nenê, muito mais produtivo do que contra o Grêmio, foi quem ficou mais perto de marcar o segundo gol com dois chutes perigosos.

As ressalvas são várias, a começar pelo desinteresse do (forte) time adversário, já sem pretensões no Brasileirão, mas é possível dizer que o Tricolor jogou bem. Fazia tempo que isso não acontecia... E com Diego Souza e Nenê mostrando que podem, sim, funcionar juntos.

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