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Torcida única em clássicos não resolve violência, diz presidente do Fla

Eduardo Bandeira de Mello se posicionou contra decisão no RJ - Gilvan de Souza/ Flamengo
Eduardo Bandeira de Mello se posicionou contra decisão no RJ Imagem: Gilvan de Souza/ Flamengo

18/02/2017 16h33

O Flamengo se colocou totalmente contra à determinação da Justiça do Rio de colocar torcida única nos clássicos. O presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, entende que esta medida não resolveria o problema da violência.

"O Flamengo é totalmente contrário à implantação da torcida única nos estádios porque entende que a medida não resolveria o problema da violência. Já vimos conflitos entre torcidas do mesmo time e conflitos entre torcidas em locais muito distantes dos estádios", afirmou.

"Nós defendemos a punição exemplar dos criminosos na pessoa física e a proibição do comparecimento desses desordeiros travestidos de torcedores aos estádios. Quanto à medida judicial, não nos resta atitude senão à de cumpri-la. Quando o Flamengo for notificado, vai avaliar a possibilidade de interpor um recurso", completou Bandeira.

O juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos do Rio, decidiu em caráter liminar nesta sexta-feira que os duelos entre grandes clubes disputados no estado serão realizados com torcida única. Ainda cabe recurso.

Segundo a determinação, somente poderão entrar no estádio torcedores dos clubes que tiveram mando de campo. A decisão afeta Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, que "não poderão comercializar ingressos para a torcida adversária".

O juiz acatou uma ação solicitada pelo promotor de Justiça Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio de Janeiro. A partir de agora, a Ferj terá de adequar seu regulamento para cumprir a medida judicial.

Caso não cumpra a decisão, a multa estabelecida é de R$ 30 mil por dia, a ser paga tanto pelos clubes quanto pela CBF e pela Ferj, que também são réus da ação.

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