Gabi Guimarães: 'Técnica inglesa mostra soluções; ela tem muito mérito'

A comentarista Gabrielle Guimarães destacou o papel de Sarina Wiegman, treinadora da Inglaterra, para que a seleção chegasse à final da Copa do Mundo Feminina. A declaração foi feita no Joga Junto, programa que o UOL Esporte transmite diariamente durante o Mundial.

Lauren Hemp decisiva. "A gente não fala tanto sobre essa jogadora, mas justamente depois de a Sam Kerr perder duas oportunidades no fim do segundo tempo, é a Lauren Hemp que dá uma arrancada incrível e faz o passe absurdo para a Russo marcar e liquidar o jogo. Apesar de a gente não destacar tanto essa jogadora, é uma atleta com muita qualidade. Na última temporada, pelo City, em 28 jogos, foram 10 gols e 11 assistências. Essa assistência não foi aleatória".

Inglaterra com mais repertório. "A Inglaterra tem um futebol muito superior: venceu a seleção mais técnica, com mais repertório. Tudo isso passa pela Sarina [Wiegman, técnica da Inglaterra] também. [...] A gente já destacava no jogo de quartas de final, a treinadora faz com que o time encontre soluções. É tudo treinado. Não é aleatório. Não é só a qualidade das jogadoras. Há alternativas de bola parada, de mudança de esquema dentro do jogo. Tudo isso passa pela treinadora. Ela tem muito mérito na classificação também".

Milly: 'Austrália não foi à final, mas fez história; benefício é mundial'

A colunista Milly Lacombe avaliou que, mesmo eliminada na semifinal da Copa do Mundo Feminina, a Austrália fez história.

O que as Matildas fizeram pelo futebol da Austrália, da Oceania e do mundo, a gente vai demorar muitos anos para elaborar e absorver. É coisa demais que aconteceu na Austrália. Infelizmente, não foram para a final, mas isso não diz muito sobre a empreitada de sucesso delas. [...] A abertura está feita. É histórica. E vai beneficiar mulheres, meninas na Austrália e no mundo inteiro.
Milly Lacombe

'Austrália demorou a se ajustar com Sam Kerr em campo', analisa Milly

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Para a colunista Milly Lacombe, a Austrália demorou para se acertar em campo com Sam Kerr no time, durante a Copa do Mundo Feminina.

Além do descompasso emocional - elas sentiram o peso de estar em uma semifinal e poder chegar à final, acho que o time demorou a se ajustar à volta da Sam Kerr. É estranho falar isso. É a melhor do time, mas a Austrália se virou - e bem - para jogar sem ela. Com ela em campo foi diferente.
Milly Lacombe

'A Kerr é assim: perde uma cacetada de gols até fazer um', diz Laura Luzzi

A comentarista Laura Luzzi avaliou que a atuação de Sam Kerr na semifinal da Copa do Mundo Feminina, com golaço e gols perdidos, foi dentro do esperado para a atacante.

A gente fala da Sam Kerr no Chelsea, que é fazedora de gols, que fez gol na final da FA Cup, mas ela perde muito gol. Ela perde uma 'cacetada' de gols para fazer o dela. Então, foi ela como sempre é: faz gol, é decisiva, mas perde muito também. Faz parte.
Laura Luzzi

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Laura Luzzi: 'Seria acaso se Brasil vencesse a Copa do Mundo Feminina'

A comentarista Laura Luzzi opinou que o Brasil ainda não investe como deveria no futebol feminino e, se vencesse o Mundial, seria obra do acaso.

A gente vê o futebol feminino mais respeitado. E quem mais respeita, está colhendo frutos. As ligas que não respeitam tanto, devem olhar além do respeito merecido, mas o produto. É um produto que deixa Wembley lotado, Camp Nou lotado. Os países que investem, colhem frutos. É um investimento que vem da base. Eu espero que o Brasil olhe para isso, comece a investir e entenda o futebol feminino como produto, para que, daqui a quatro anos, a gente colha os frutos com mérito. Não como acaso. Acho que seria [acaso] se o Brasil ou outra seleção fosse campeã.
Laura Luzzi

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Opinião

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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