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Vasco diz que não assinará acordo de transmissão do Carioca e critica Fla

Luiz Mello, CEO do Vasco, após arbitral da Ferj para Carioca 2023 - Alexandre Araújo / UOL Esporte
Luiz Mello, CEO do Vasco, após arbitral da Ferj para Carioca 2023 Imagem: Alexandre Araújo / UOL Esporte

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

02/12/2022 16h06

Em nota oficial publicada na tarde de hoje (2), o Vasco informou que "não assinará o contrato de transmissão do Campeonato Carioca 2023 nos termos apresentados" pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e pela empresa parceira. A movimentação do clube de São Januário acontece após a informação de que o Flamengo receberia o dobro da cota por seus jogos.

No informe, o Cruz-Maltino afirma que não aceitará "acordos em que não haja justa e correta distribuição de valores" e salienta ainda que vai tomar "todas as medidas cabíveis, nos âmbitos esportivo e jurídico, para garantir nossos direitos".

Ainda no documento, o Vasco lamentou a postura da do Flamengo, "que parece ainda não ter entendido que futebol não se joga sozinho".

O "Extra" publicou, na última terça-feira, que o Rubro-Negro havia entrado em um acordo com a Ferj para receber R$ 18 milhões pelos direitos de transmissão do Estadual. No que estava alinhado, o Cruz-Maltino receberia R$ 9 milhões, assim como Fluminense e Botafogo.

O Arbitral da Ferj para o Carioca do ano que vem aconteceu no dia 11 do mês passado. O CEO Luiz Mello foi o representante do Vasco.

Veja nota do Vasco na íntegra:

"Depois de confirmar a veracidade de notícias veiculadas nos últimos dias, o Vasco da Gama informa que não assinará o contrato de transmissão do Campeonato Carioca 2023 nos termos apresentados pela FERJ e sua empresa parceira.

Não aceitaremos acordos em que não haja justa e correta distribuição de valores e tomaremos todas as medidas cabíveis, nos âmbitos esportivo e jurídico, para garantir nossos direitos.

O Vasco lamenta profundamente a postura da diretoria do Clube de Regatas do Flamengo, que parece ainda não ter entendido que futebol não se joga sozinho.

Não é a primeira vez que o rival recebe vantagens indevidas nos bastidores. Foi assim, por exemplo, nas inusitadas, seguidas e inexplicáveis prorrogações do acordo temporário de permissão de uso do Maracanã.

Acreditamos que o futebol brasileiro só será sustentável economicamente quando houver clareza e justiça nas negociações, pilares que garantirão a igualdade de condições esportivas e que tornarão perene o interesse do público sobre o espetáculo".

Vasco