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Brasileirão Feminino A1 - 2022

Técnico do Corinthians vê recorde como legado e diz: 'Não podemos parar'

Arthur Elias, técnico do Corinthians, em jogo contra o Inter pelo Brasileirão feminino - REUTERS/Carla Carniel
Arthur Elias, técnico do Corinthians, em jogo contra o Inter pelo Brasileirão feminino Imagem: REUTERS/Carla Carniel
Carolina Alberti e Bruno Menezes

Do UOL, em São Paulo

24/09/2022 19h38

O técnico Arthur Elias, do Corinthians, aproveitou a conquista do tetracampeonato brasileiro, hoje (24), sobre o Internacional, para celebrar o novo recorde de público sul-americano no futebol feminino. Mais de 41 mil torcedores foram à Neo Química Arena acompanhar a goleada alvinegra, por 4 a 1, sobre as coloradas.

Questionado sobre qual o "legado" do Corinthians para o futebol feminino, o comandante destacou a adesão do torcedor em ambos os jogos da final. Na ida, mais de 36 mil pessoas compareceram ao Beira-Rio.

"Em questão de legado, isso que aconteceu hoje, e o que aconteceu lá em Porto Alegre, tem muito mais a ver com o futebol feminino em geral do que com o Corinthians. Mesmo que tardiamente, é o esforço de muitas gerações de mulheres, de jovens, que sonharam e batalhar para conseguirem ter mais respeito e estrutura para trabalhar", avaliou o treinador.

"A gente não pode parar por aí. O futebol feminino precisa ter o equilibrio de valorizar o que está acontecendo e também buscar mais, porque podem muito mais, e as finais provaram isso. Ficou muito feliz por esse momento", completou.

Em relação ao título, Arthur destacou a superação do elenco no decorrer da temporada — por conta de lesões e convocações para a seleção — e afirmou que o Corinthians "conseguiu mandar no jogo".

"Eu acredito que mantendo a posse de bola, fazendo um jogo objetivo, vertical, sabendo trabalhar a bola do campo ofensivo, a gente desgastou muito a equipe delas. É muito mais algo que o jogo pede, de a gente jogar para que o adversário gaste mais energia e que a gente poupe. O mérito é delas. Acho que a gente conseguiu mandar no jogo", analisou.

"Ganhar sempre é bom. A gente trabalha arduamente todos os dias, com muito respeito comprometimento. As jogadoras que eu tenho são fantásticas. A gente não olha como o [título] mais difícil. Foi desafiador, foi uma temporada que a gente teve muito problema de lesão, mas elas acabaram ganhando casca e isso foi importante para o mata-mata", exaltou o treinador.

Superação de Vic Albuquerque

vic Albuquerque - ANDRé PERA/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - ANDRé PERA/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Vic Albuquerque (esq), do Corinthians, comemora o seu gol contra o Inter pelo Brasileirão feminino
Imagem: ANDRé PERA/PERA PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Autora de um dos gols do Corinthians no jogo de hoje, Vic Albuquerque teve mais um motivo para comemoração. Após sofrer uma lesão no joelho, a camisa 17 antecipou sua recuperação de dois meses para quatro semana apenas para estar em campo no segundo jogo da final.

"Sofri uma lesão séria, que era para ter ficado mais de dois meses fora do campo e pude ajudar nesse jogo. Muita gente desacreditou da gente, estão aí o título e a resposta. (...) Tirei a camisa meio que para refletir uma final que eu já tinha feito na Arena. Eu queria muito fazer esse gol. Muito importante para mim esse gol", falou a jogadora, que já deixou claro que o Corinthians quer mais títulos:

"Comodismo não faz parte do nosso dia a dia. Tudo que a gente conquistou já ficou para trás, amanhã a gente já vai estar pensando no Paulista e na Libertadores. Os títulos que a gente já ganhou servem para motivar a gente ainda mais", completou.