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Como é a estrutura profissional que define alvos do Palmeiras no mercado

Leila Pereira e Abel Ferreira conversam durante treino do Palmeiras na Academia de Futebol - Cesar Greco
Leila Pereira e Abel Ferreira conversam durante treino do Palmeiras na Academia de Futebol Imagem: Cesar Greco

Diego Iwata Lima

Do UOL, em São Paulo

26/05/2022 04h00

A informação de que o Palmeiras estudou a contratação do nigeriano Umar Sadiq, ex-Roma (ITA) atualmente no Almería, da segunda divisão da Espanha, pode ter soado estranha para muitos torcedores. Pelas reações nas redes sociais, muitos imaginaram se tratar de um jogador oferecido por empresários. Mas não foi o caso. O Alviverde contou com estrutura grande de observação e análise para chegar ao nome do africano.

O Palmeiras tem à disposição um núcleo de Análise de Mercado que monitora continuamente campeonatos de diferentes países do mundo e também situações pontuais, de acordo com as demandas definidas internamente pelo Departamento de Futebol. São milhares de horas de campeonatos que vão da Série C do Brasil à segunda e até terceira divisões de grandes centros europeus

Desse modo, há duas vias. A equipe composta por quatro profissionais pode observar que um determinado jogador com perfil adequado a uma necessidade do clube está se destacando em uma liga específica, por exemplo, e levá-lo ao conhecimento da diretoria. Ou o Departamento de Futebol pode apontar aos profissionais uma necessidade e pedir um mapeamento, até que se chegue a uma lista de possibilidades.

Além disso, há um núcleo de Análise de Desempenho e o trabalho da própria comissão técnica para uma avaliação mais direcionada. Esta é uma segunda etapa, uma pós-triagem, após já haver uma lista de pré-intenção.

Contratar com os olhos antes do bolso

Há uma máxima nos corredores da Academia de Futebol que diz que, hoje, "o Palmeiras contrata primeiro com os olhos, depois com o bolso". Isso significa dizer que o clube primeiro busca jogadores com as características necessárias, para só depois discutir valores.

É claro que tal ordem das coisas exclui situações óbvias. Erlin Haaland e Phil Foden, agora ambos do Manchester City (ING), são jogadores jovens e de grande potencial de retorno técnico e financeiro, o tipo ideal para o Palmeiras. Mas que o senso comum define de antemão como impossíveis. De modo que o clube trabalha dentro de alguns parâmetros, para não perder tempo.

Por outro lado, o Palmeiras às vezes tem surpresas positivas, ao partir primeiro das características para depois ver a questão financeira. Foram os casos do zagueiro Murilo e do atacante Miguel Merentiel.

O defensor vindo do Lokomotiv-RUS por US$ 2,8 milhões (R$ 15,5 milhões à época) — o clube comprou por 80% dos direitos econômicos do defensor — já desperta a atenção de clubes da Europa e só não deixará o Palmeiras porque é visto como peça indispensável. No caso de Merentiel, os R$ 7,2 milhões que o clube desembolsou por 80% de seus direitos junto ao Defensa y Justicia-ARG foram vistos como um grande negócio, uma vez que o jogador tinha características que casavam exatamente com a necessidade alviverde.

Para esta temporada, o Palmeiras ainda busca a contratação de mais um camisa 9. De acordo com fontes do clube ouvidas pelo UOL Esporte, este próximo reforço também será buscado primeiramente pelas características. Mas a margem financeira para este jogador será um pouco mais larga, dado que a ideia é trazer um jogador de mais renome e pronto para ser o grande nome do ataque. E, no momento, a América do Sul é o território sendo esquadrinhado com mais atenção pelo clube.

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