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Hulk busca superar marca da mística camisa 7 do Atlético-MG na Libertadores

Agora com Hulk, camisa 7 do Atlético-MG é sinônimo de gols na Copa Libertadores - Pedro Souza/Atlético-MG
Agora com Hulk, camisa 7 do Atlético-MG é sinônimo de gols na Copa Libertadores Imagem: Pedro Souza/Atlético-MG

Victor Martins

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte (MG)

24/05/2022 21h09

Classificação e Jogos

Faltam dois gols para Hulk superar Jô como o maior artilheiro do Atlético-MG em jogos pela Libertadores. O primeiro colocado da lista marcou 11 vezes nos torneios de 2013 e 2014, enquanto o perseguidor tem dez gols, anotados em 2021 e na atual edição. Em comum, Jô e Hulk têm a camisa 7 do Atlético. Assim como Guilherme, que jogou o torneio continental em 2000, que aparece na terceira colocação.

Como Guilherme já parou e Jô, aos 35 anos, está no Corinthians, Hulk tem a chance de se estabelecer como o maior goleador do Galo na história da Libertadores. Poupado diante do confronto com o Brasiliense, pela terceira fase da Copa do Brasil, o atual dono da camisa 7 volta ao time nesta quarta-feira, para o duelo com o Tolima, no Mineirão, às 21h, pela rodada que encerra o Grupo D.

Dos dez gols marcados por Hulk na Libertadores, três foram nesta edição, todos diante do Independiente del Valle: um no Equador e dois na partida do Mineirão. No ano passado, o goleador paraibano marcou sete vezes em 12 partidas. Mas em 2021, não ficou marcado pelos gols feitos na Libertadores, mas sim pelo gol que ele não fez. O atacante perdeu uma penalidade no empate em 0 a 0 com o Palmeiras, no jogo de ida da semifinal.

"Podíamos ter saído com a vitória. Acho que o principal culpado sou eu, por ter perdido o pênalti, mas a gente que trabalha no dia a dia sabe que ninguém é perfeito e eu acabei perdendo o pênalti", lamentou o atleticano após o empate, em São Paulo.

Como na partida da volta aconteceu um novo empate, mas dessa vez em 1 a 1, em Belo Horizonte, o Palmeiras avançou para a decisão pelo gol marcado como visitante. Após a temporada com duas conquistas nacionais, o Brasileirão e a Copa do Brasil, ser campeão continental é o grande sonho de Hulk, até por tudo o que aconteceu na edição passada. "Eu sonho com essa Libertadores. Não só eu, mas todos os meus companheiros. A gente sabe até porque se chama 'Glória Eterna', né?".

Com 11 pontos conquistados, o Atlético já está classificado para as oitavas de final. O Galo joga com o Tolima para garantir o primeiro lugar do grupo e também para subir na classificação geral, o que dá o direito de decidir em casa nos confrontos das fases finais da Libertadores.

O ídolo Jô

Jô sai para comemorar gol do Atlético-MG contra o Olimpia na final da Libertadores - Marcus Desimoni/UOL - Marcus Desimoni/UOL
Jô sai para comemorar gol do Atlético-MG contra o Olimpia na final da Libertadores
Imagem: Marcus Desimoni/UOL

A fase goleadora de Hulk indica que Jô dificilmente seguirá no posto de maior artilheiro do Atlético-MG na história da Copa Libertadores. Mas isso não vai diminuir em nada a relação de idolatria que ele tem entre os atleticanos. Dos 11 gols no torneio continental, sete foram em 2013, no ano que o Galo conquistou a América. E Jô foi protagonista naquele título: foi o artilheiro daquela competição e ainda fez gol na final.

O Atlético precisava vencer o Olímpia, do Paraguai, por dois gols de diferença, para levar a decisão para os pênaltis. O primeiro tempo terminou empatado sem gols, mas Jô renovou as esperanças do atleticano que lotou o Mineirão logo no primeiro minuto da etapa final. De perna direita ele fez um dos dois gols que o Galo precisava. Leonardo Silva fez o segundo. Nos pênaltis, Jô foi um dos cobradores e fez o dele na disputa que garantiu o título para a equipe brasileira.

Em 2014, ainda com a camisa 7, Jô marcou mais quatro vezes. O atacante também disputou a edição 2015 pelo Galo, mas não marcou gols. Jô começou a temporada afastado do elenco principal, e quando foi reintegrado, disputou apenas uma partida da Libertadores.

Libertadores de 2000

Marques e Guilherme durante treinamento do Atlético-MG em 2000 - Folhapress - Folhapress
Marques e Guilherme durante treinamento do Atlético-MG em 2000
Imagem: Folhapress

A mística da camisa 7 do Atlético-MG na Libertadores começou em 2000, com o atacante Guilherme Alves. Como Marques era o dono da 9, o centroavante jogava com o número 7. Foram incríveis nove gols em dez partidas, na campanha que terminou nas quartas de final, diante do Corinthians. Guilherme é até hoje o maior goleador do Galo em apenas uma edição da Libertadores.

Guilherme foi um jogador que marcou época no Atlético. Entre 1999 e 2003, o atacante disputou 205 jogos e marcou 139 gols, o que faz dele o sétimo maior artilheiro da história atleticana.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-MG X TOLIMA
Competição: Copa Libertadores - 6ª rodada do Grupo D
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: 25 de maio de 2022, às 21h (de Brasília)
Árbitro: Patricio Loustau (ARG)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (ARG) e Facundo Rodríguez (ARG)
VAR: Não tem

ATLÉTICO-MG: Everson, Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair e Nacho Fernández; Eduardo Sasha, Ademir e Hulk. Técnico: Turco Mohamed.

TOLIMA: Domínguez, Marulanda, Quiñones, Moya e Hernández; Trujillo, Mosquera e Ureña; Rangel, Lucumí e Plata. Técnico: Hernán Torres.

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