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Fifa não pensou no Rio para Mundial de Clubes, apesar da 'campanha' de Paes

Gianni Infantino, presidente da FIFA, na final fo MUndial Sub-17 no Brasil - Buda Mendes - FIFA/FIFA via Getty Images
Gianni Infantino, presidente da FIFA, na final fo MUndial Sub-17 no Brasil Imagem: Buda Mendes - FIFA/FIFA via Getty Images

Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

23/09/2021 04h00

A mobilização do Rio para tentar ser sede do Mundial de Clubes 2021 não passou de uma tentativa frustrada de sedução por parte da Prefeitura, que, na real, não chegou a atrair a Fifa. A resposta negativa ao prefeito Eduardo Paes veio em uma ligação da CBF, na manhã de ontem (22).

O descarte por parte da Fifa, como informou inicialmente ao GE, disse respeito a uma candidatura que jamais foi formalizada na entidade. Dirigentes com trânsito em Zurique fizeram consultas informais ao alto escalão da Fifa para ver se havia interesse em ter o Brasil na disputa, após a desistência do Japão, que seria sede inicial da próxima edição. A África do Sul e os Emirados Árabes Unidos oficializaram candidatura, por exemplo.

Por parte da CBF, a ideia era não queimar cartucho, apesar do desejo expresso de Eduardo Paes e do secretariado carioca de herdar o torneio. Como há boa relação entre as partes, os dirigentes quiseram manter a cordialidade com o Executivo e não disseram logo de cara que o Rio não tinha chance. Paes agradeceu o retorno e também compreendeu o fato de a mobilização carioca ter começado relativamente há pouco tempo. O próprio prefeito tinha citado publicamente na véspera que a predileção da Fifa era por um país asiático.

Segundo o blog do Marcel Rizzo, a confusão recente no jogo entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias, que envolveu as autoridades sanitárias, também não pegou muito bem na Fifa. A Anvisa interrompeu a partida em São Paulo para tirar de campo jogadores argentinos que não informaram que tinham vindo da Inglaterra e tampouco cumpriram quarentena.

Nem na Conmebol a ideia de colocar o Rio como sede do Mundial de Clubes emplacou. O comando da entidade sabia que a Fifa prefere alocar a competição em um mercado mais rentável do que o sul-americano — a crise financeira agravada pela pandemia joga contra a geração de receitas comerciais, apesar da estrutura de estádios ser relativamente boa. Por isso, o caminho mais provável é que o Mundial de Clubes seja no Oriente Médio.

Em relação ao calendário, a Fifa já sinalizou que deve empurrar o Mundial de Clubes para o período entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. Inicialmente, o torneio estava previsto para terminar em 19 de dezembro.

Caso um clube brasileiro participe — o que está muito próximo de ocorrer, já que tudo caminha para uma final brasileira na Libertadores —, a disputa do Mundial seria um dos primeiros compromissos da nova temporada. O lado bom é que descongestiona a reta final de 2021, já que a CBF empurrou os dois jogos da final da Copa do Brasil para depois do Brasileirão: Flamengo e Atlético-MG podem estar lá.

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