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Ex-presidente da Federação da C. Rica acusa Navas de sugerir entregar jogo

Keylor Navas, goleiro da Costa Rica - REUTERS/Phil Noble
Keylor Navas, goleiro da Costa Rica Imagem: REUTERS/Phil Noble

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

15/03/2021 22h34

O ex-presidente da Federação Costarriquenha de Futebol, Eduardo Li, acusou o goleiro do PSG Keylor Navas de ter sugerido que a seleção nacional perdesse três jogos seguidos para forçar a saída do treinador Jorge Luis Pinto em 2014.

A acusação foi feita nesta segunda-feira (15) pelo dirigente, em processo movido pelo goleiro e mais dois jogadores: os meias Bryan Ruiz, ex-Santos, e Celso Borges.

"Os jogadores usaram a cláusula de confidencialidade que tínhamos com Pinto, que dizia que se a seleção perdesse três partidas se rescindia o contrato; depois da Federação não encontrar razões para demiti-lo, Navas foi quem disse 'perderemos as três partidas'", contou Li em seu depoimento.

Os jogadores protocolaram um pedido de indenização em 2019 contra o ex-diretor de seleções da Federação, Adrián Gutiérrez, que acusou o trio em 2018 de ter se colocado à disposição para perder e forçar a demissão do técnico.

Outro ex-dirigente da Federação ouvido no processo, Rafael Vargas, fez coro às acusações de Li. "A continuidade estava difícil, dado que alguns jogadores haviam comentado que não seguiriam na seleção e isso também coloca em risco os resultados das partidas. Foi uma situação muito complicada para a Federação", contou.

Jorge Luis Pinto encerrou sua segunda passagem pela seleção da Costa Rica com pedido de demissão após a Copa do Mundo de 2014, somando 73,1% de aproveitamento e a melhor campanha do país na história do Mundial. O treinador prestará depoimento nesta terça-feira (16) para o prosseguimento do processo.