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Felipão deu adeus ao Palmeiras há 20 anos e viu Murtosa ser campeão depois

Luiz Felipe Scolari no banco de reservas durante a final da Libertadores 2000 - Evelson de Freitas/Folhapress
Luiz Felipe Scolari no banco de reservas durante a final da Libertadores 2000 Imagem: Evelson de Freitas/Folhapress

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

13/06/2020 04h00

Uma passagem de três anos marcados por títulos históricos do Palmeiras chegou ao fim há 20 anos. Em junho de 2000, Luiz Felipe Scolari deixou o clube alviverde rumo ao Cruzeiro e abriu caminho para Flávio Murtosa ser campeão na sequência.

Felipão se despediu do Palmeiras depois de duas derrotas em duelos de mata-mata. No dia 21 de junho daquele ano, o Palmeiras perdeu a chance de ser bicampeão da Libertadores ao empatar sem gols com o Boca Juniors no Morumbi e ser derrotado nos pênaltis.

Seis dias depois, o algoz palmeirense foi o São Paulo, nas quartas de final da Copa do Brasil. O rival venceu os dois jogos: 2 a 1 no Morumbi e 3 a 2 no Palestra Itália.

Semanas depois, o treinador foi anunciado pelo Cruzeiro. Felipão, entretanto, deixou o seu braço direito no comando do Palmeiras, que disputou a primeira edição da Copa dos Campeões em julho. O torneio reunia os vencedores regionais do Brasil e dava vaga na Libertadores 2001.

O Palmeiras de Murtosa eliminou o Cruzeiro no primeiro mata-mata — o time mineiro ainda não tinha Felipão no banco de reservas e fora comandado por Alexandre Barroso. O time alviverde eliminou o Flamengo na semifinal e, na decisão em jogo único, fez 2 a 1 no Sport, no estádio Rei Pelé, em Maceió, com gols de Asprilla e Alberto.

Apesar do título nacional, Murtosa se juntou a Felipão no Cruzeiro. O Palmeiras, com isso, contratou Marco Aurélio, campeão da Copa do Brasil justamente pelo Cruzeiro naquele mesmo mês. O treinador levou o time alviverde à final da Copa Mercosul, mas viu o Vasco aplicar uma virada heroica no Palestra Itália.

Marco Aurélio ficou à frente da equipe até fevereiro de 2001, quando foi substituído por Celso Roth. Já Felipão voltaria ao Palmeiras em junho de 2010, com Murtosa como auxiliar. A passagem durou até setembro de 2012, em meio à campanha do rebaixamento no Brasileirão. O técnico pentacampeão retornou para uma terceira passagem em 2018, marcada pelo título brasileiro. Ela durou pouco mais de 13 meses.