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Inter reduz déficit em R$ 50 milhões e projeta mais receitas em 2019

Marcelo Medeiros foi reeleito presidente do Inter para o próximo biênio - Ricardo Duarte/Inter
Marcelo Medeiros foi reeleito presidente do Inter para o próximo biênio Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

11/12/2018 12h00

O Internacional venceu uma barreira difícil no último ano. O déficit. Depois de concluir 2017 com valor recorde no negativo, R$ 62,5 milhões, a temporada de pagamento de dívidas teve sucesso e para o ano que vem o valor caiu em R$ 50 milhões. 

O pagamento de contas é reflexo das políticas de controle adotadas pela direção. Além de valores egressos de vendas de jogadores que já estavam fora do elenco, desonerações com rescisões de contratos pesados como Seijas e Anderson, e reflexos do mecanismo de solidariedade da Fifa, como com Alisson e Fred, fizeram o Colorado abater mais da metade do valor deficitário. 

Segundo informou o presidente Marcelo Medeiros em entrevista à Rádio Grenal, o Colorado abre 2019 com no máximo R$ 12 milhões de déficit e ainda projeta melhoras. 

"Reduzimos o déficit par entre R$ 11,5 milhões e R$ 12 milhões, que é o que vamos apresentar no balanço final do ano. É uma redução importante. Recuperamos a credibilidade do clube perante órgãos financeiros, instituições, agentes financeiros. Temos saúde financeira agora", explicou. 

Com a classificação para Libertadores, o Internacional acredita em novas receitas, maior exposição da marca e recolocação no mercado de grandes clubes, com competições importantes e aumento de associados e vendas. E a receita da Libertadores auxiliará a 'quitar' os gastos do primeiro semestre do clube gaúcho. 

Antes de ser reeleito, Medeiros já dava indícios dos valores positivos conquistados em 2018 ao UOL Esporte. 

"Implantamos um sistema de controle de contratos e fornecedores que já nos gera uma economia de quase R$ 9 milhões. Vendemos e emprestamos atletas e recebemos valores de mecanismos de solidariedade que dão quase R$ 44 milhões. Com desonerações de empréstimos e de acordos e rescisões, o clube enxuga perto de R$ 23 milhões. Recuperamos nossa credibilidade perante o sistema financeiro do mercado. O cenário hoje é muito melhor que o que encontramos em janeiro de 2017. Tivemos a coragem de reajustar o valor das mensalidades dos sócios em 25%, que estavam congeladas há quatro anos e meio. Vai gerar mais de R$ 12 milhões de receita no ano que vem, mais de R$ 5 milhões neste ano. E o desempenho fez com que o quadro social aumentasse. Temos perto de 116 mil sócios e uma taxa de inadimplência perto de 12%. Uma boa Libertadores pode fazer o número de sócios crescer e a inadimplência baixar na mesma proporção", disse. 

O mandatário ainda acredita que o período de 'reconstrução' acabou. O Inter está refeito e pronto para dar passos maiores. 

"Tirando dois clubes que são fora da curva pelo dinheiro que recebem, Flamengo pelas verbas de televisão e Palmeiras, pelo patrocinador único no Brasil, nossa realidade é muito parecida com outros 18 clubes do país", afirmou. 

Ainda assim, o Colorado prevê a necessidade de venda de jogadores e acredita que não tem poder de investimento para comprar direitos de atletas. Os moldes previstos para reforçar o time são a troca de jogadores ou ainda a contratação de atletas sem vínculo. 

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