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Deivid tenta mudar Cruzeiro com marcação pressão: "igual volume de rádio"

Cruzeiro de Deivid empatou por 1 a 1 com o Criciúma na Liga Sul-Minas-Rio - Eduardo Valente/Light Press/Cruzeiro
Cruzeiro de Deivid empatou por 1 a 1 com o Criciúma na Liga Sul-Minas-Rio Imagem: Eduardo Valente/Light Press/Cruzeiro

Do UOL, em São Paulo

29/01/2016 15h03

Uma das grandes novidades para a temporada 2016 do futebol brasileiro, o novo técnico do Cruzeiro, Deivid, afirmou em entrevista ao Sportv que está tentando mudar a forma de o time jogar. Com pouco tempo de trabalho - foram 21 dias de preparação até aqui -, ele quer principalmente que o time aprenda melhor a controlar o adversário com uma marcação pressão.

"A maioria dos times do Brasil joga em transição. Eu gosto de jogar com a bola, de marcar pressão o tempo todo. Se o time adversário jogar pelo lado, ele não pode mais sair dali. Claro que não vou conseguir fazer isso os 45 minutos do primeiro tempo, mas é igual volume de rádio: quando você quer escutar música alta, você aumenta, e quando quer baixa, diminui. Fez 1 a 0, fica com a bola no pé e faz o adversário correr para abrir espaço e infiltrar", afirmou.

A atuação no empate por 1 a 1 contra o Criciúma, pela Liga Sul-Minas-Rio, não convenceu o treinador. "Contra o Criciúma, não aconteceu. Jogamos os primeiros 20 minutos perfeitos, marcando pressão sem a bola, e com a bola conseguíamos tocar e fazer circulação. Só que depois dos 20 minutos, não conseguimos mais fazer isso, até pelo fato de ser o primeiro jogo, pernas muito pesadas".

Determinado em montar uma equipe ofensiva, o treinador disse que ainda precisa corrigir vários movimentos no ataque e na defesa. Ele citou como exemplo o meia De Arrascaeta, que se posicionou erradamente como atacante em alguns momentos, e também avaliou que o time mineiro ficou vulnerável no jogo.

"Já vi muitas coisas positivas no jogo contra o Criciúma, saíram muitas coisas que treinamos aqui, mas acho que ficamos muito vulneráveis. Ficamos com quatro atacantes que não correram da forma como eu pedi. Mas vamos ajustar para não sermos surpreendidos", concluiu.

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