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Pane grave em venda de ingressos faz SP ter recorde negativo de público

Diego Salgado e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

26/02/2015 06h00

A primeira partida do São Paulo em casa na Libertadores 2015 acabou marcada pela baixa presença dos torcedores na arquibancada do Morumbi. No total, 16.689 pessoas assistiram à vitória por 4 a 0 sobre o Danubio. O público desta quarta-feira entrou para a história são-paulina na competição como o pior dos últimos 23 anos nos jogos do time como mandante.

Em maio de 1992, apenas 12.241 espectadores viram o São Paulo vencer o Criciúma por 1 a 0 nas quartas de final do torneio. Desde então, o São Paulo jogou 54 vezes em casa - foram jogos 53 no Morumbi e apenas um no Pacaembu. Nunca o público ficou abaixo do registrado no confronto com os uruguaios.

O número de pessoas, baixo para um jogo desta importância, foi causado por três fatores: a forte chuva que caiu em São Paulo foi uma delas; o alto preço dos bilhetes – R$ 120 a arquibancada – foi outro. O principal, porém, foi uma verdadeira pane na venda de ingressos, causada pela troca da empresa responsável: a Total Acesso foi substituída pela Smartmove.

Segundo dirigentes do São Paulo, os problemas estão incomodando muito o presidente Carlos Miguel Aidar, que quer ver o Morumbi lotado nas partidas de Libertadores. Aidar, inclusive, já pediu que seja dada prioridade máxima a essa situação para que haja uma “solução imediata”.

O principal problema acontece na transferência do banco de dados da empresa antiga para a nova. Com a troca de sistemas, alguns sócios aparecem como não associados, outros como inadimplentes. Além disso, há dificuldades nas compras online. Funcionários da empresa e do clube têm trabalhado até em madrugadas para tentar solucionar as dificuldades.

Nesta quarta, diversos sócios reclamavam muito no entorno no Morumbi. Ao contrário do que ocorria anteriormente, quando entravam utilizando um cartão, os sócio torcedores precisavam levar um voucher comprovando que tinham adquirido os ingressos e apresentá-lo na bilheteria. Vários diziam não terem sido informados desse procedimento, inconformados, caminhando sob a chuva que atingia a região.

A demanda por ingressos acabou sendo tão reduzida que cambistas ofereciam preços inferiores aos da bilheteria: no mercado paralelo, um ingresso de R$ 120 chegava a ser vendido por R$ 80.

O Morumbi, desde o primeiro título continental do clube, registra boa presença de público. O pontapé inicial ocorreu justamente na decisão da Libertadores de 1992. Naquela oportunidade, 105.185 pessoas acompanharam a vitória sobre o Newell's Old Boys. Naquela edição, a média de público nos seis jogos até a final, foi de apenas 12.531 torcedores - contra o Bolívar, ainda na primeira fase, o Morumbi recebeu 6.526 espectadores.

Em oito dos 54 jogos, o público ficou abaixo de 30 mil pagantes nos jogos em São Paulo. O pior deles, depois de 1992, deu-se na estreia da Libertadores 2007, na goleada de 4 a 0 sobre o Alianza Lima. Na ocasião, 19.694 compareceram ao Morumbi.

Os cinco piores públicos desde 1992

4 x 0 Danubio: 16.689 (2015)
4 x 0 Alianza Lima: 19.694 (2007)
2 x 0 Caracas: 21.854 (2006)
3 x 0 Barcelona: 22.556 (1992)
2 x 1 América de Cali: 23.221 (2009)


Os cinco melhores públicos desde 1992

1 x 0 Newell's Old Boys: 105.185 (1992)
2 x 0 Flamengo: 97.831 (1993)
5 x 1 Universidad Catolica: 94.629 (1993)
1 x 0 Vélez Sarsfield: 92.560 (1994)
4 x 0 Atlético-PR: 71.986 (2005)

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