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Agora no Paraná, Lisca reclama de apelido, corneta imprensa e fala do Inter

Lisca: cada vez mais em casa no Paraná Clube - Instagram - Paraná Clube
Lisca: cada vez mais em casa no Paraná Clube Imagem: Instagram - Paraná Clube

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

23/08/2017 13h52

Comandante da reação do Paraná Clube na Série B, com apenas uma derrota e 4 vitórias em sete jogos, o técnico Lisca mostrou bom humor, reclamou do apelido e seguiu a linha do técnico do Vitória, Vagner Mancini, ao criticar o acompanhamento da imprensa especializada, ainda que de maneira leve. Ele também recordou a curta passagem pelo Inter no final do Brasileirão 2016.

Luiz Carlos de Lorenzi, o Lisca, se queixou do rótulo de “doido” que costuma acompanhar seu nome nas referências na mídia, em entrevista à Rádio Transamérica de Curitiba. “Me incomoda um pouco, por que é o que vende para fora. É só ‘doideira’, o mercado... me atrapalha um pouco. Não é doideira, é gostar de trabalhar. Já perdi muitas situações em que dizem, ‘pô, mais vai trazer um doido?’”, contou.

Lisca comandou o Inter em apenas três partidas no final de 2016, na tentativa de salvar o Colorado do inédito rebaixamento. Não deu. Desde então, demorou a assumir uma equipe até o convite do Paraná, em Julho. Ele também questionou a cobertura da imprensa, citando o empate com o Paysandu (0 a 0) como referência. “Depois do jogo eu vejo a crônica especializada e é uma balbúrdia. É o mesmo jogo com três, quatro leituras diferentes. Em vários sites dizem, ‘o Paraná entrou fechado, pra jogar por uma bola...’ foi assim que foi o jogo? Tem gente que não vê o jogo e faz a crônica. E alguns que também não viram o jogo e ‘chupam’ a pronta errada!”, comentou, em tom descontraído.

Lisca disse que não tem nenhuma mágoa ou arrependimento de ter assumido o Inter virtualmente rebaixado.  "Eu fui formado no Inter, meu avô foi goleiro do Inter, meu bisavô foi treinador. É minha casa, eu fui criado lá dentro. Eu já era para ter ido antes, antes do Falcão, mas aí tinha aquilo do doido... aí foi o Celso Roth, e quando ele saiu o presidente me ligou, foi uma convocação, fui como franco atirador. Era uma situação difícil." Lisca revelou que jamais esteve cotado para ficar em 2017: "Eu já sabia que não ia ficar, o Antônio Carlos já estava acertado. Tenho um orgulho muito grande de ter tentado e não ter deixado o Inter na mão".

Ainda se adaptando à Curitiba, Lisca contou uma passagem pitoresca ao tentar acompanhar a rodada da Série B na noite de terça. “Caiu meu sinal de TV e eu fui ali na Rua 24 horas, queria ver o jogo do Brasil com o Goiás (2 a 1). Os caras ficavam assim, será que é ele mesmo. Uns dois vieram me perguntar, ‘mas tu é de carne e osso’, eu digo, ‘não eu sou de lata!’” Bem-humorado, Lisca afirmou que não sai para um jogo sem arrumar a própria cama, “Sei lá por que”, e ainda relatou um caso na segunda divisão gaúcha.

“Jogamos pelo Porto Alegre contra o Cerâmica, e para entrar no estádio o ônibus tinha que ir de ré. Jogamos uma, perdemos, a outra, perdemos... chegou a terceira, valia o acesso, o motorista foi entrar de ré, eu disse, ‘não, vamos entrar de frente’. Aí ele me disse que não tinha como, que ia bater e eu ‘azar do ônibus’ e entramos de frente. E não é que ganhamos o jogo?”

O Paraná é o sétimo colocado na Série B, com 31 pontos, a três de diferença do Ceará, quarto lugar. Na sexta, Lisca comanda o Tricolor paranaense contra um dos times que lhe deram notoriedade, o Juventude, quinto colocado com 34 pontos.

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