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Blogueiros destacam postura do SP e atuação de Hernanes contra o Santos

De UOL, em São Paulo

28/10/2017 23h35

Liderado por uma atuação de gala de Hernanes, o São Paulo venceu o Santos por 2 a 1 neste sábado, no Pacaembu, e se afastou da zona de rebaixamento. O Profeta protagonizou belas jogadas, deu assistências para Marcos Guilherme e Cueva e ajudou a equipe a subir para a 11ª posição na tabela do Brasileirão. Mesmo longe do Morumbi, a torcida tricolor voltou a dar show e empurrou o time durante os 90 minutos. O que mais impressionou, contudo, foi a postura da equipe, que mostrou muita raça e entrega em campo. 

Os blogueiros do UOL Esporte comentam o tema e dão suas opiniões sobre a atuação do time comandado por Dorival Júnior no Pacaembu. Confira:

JUCA KFOURI:

"O primeiro tempo do San-São honrou o nome do clássico, porque foi gigantesco. E o São Paulo foi impiedoso, cirúrgico e magistral em 21 minutos no Pacaembu tricolor. Aproveitou muito bem de duas falhas santistas, de Alison e de Renato, no meio de campo para fazer dois gols.  Dois gols, não. Dois golaços, ambos com a participação do brilhante Hernanes. No primeiro ele enfiou um lançamento primoroso, de 30 metros, para Marcos Guilherme encobrir o goleiro Vanderlei que saiu vendido da meta, aos 16. No segundo, Hernanes recebeu de Pratto e deu na medida para Cueva ampliar, aos 21. O São Paulo era dono do jogo e o Santos, com Renato, Bruno Henrique e Lucas Lima, além de Ricardo Oliveira, pouco ameaçava. O São Paulo ganhava e merecia ganhar por mais, perante mais de 40 mil torcedores, em novo espetáculo da gente são-paulina

PVC:

"Hernanes deu sessenta passes na vitória do São Paulo sobre o Santos e errou três. Entre os certos, deixou Marcos Guilherme e Cueva na cara do gol, para marcarem duas vezes para o São Paulo. No segundo tempo, ainda ofereceu outra assistência, que Petros chutou na trave. Apesar de o Santos ter diminuído a diferença de 2 x 0 para 2 x 1 no final do primeiro tempo, não esboçou reação contra o Tricolor. Empurrado por 40 mil torcedores, que receberam o ônibus e escoltaram até a entrada do Pacaembu. ''Eu nunca tinha visto isto que a torcida fez'', disse Hernanes. Também declarou estar apreensivo, porque sempre que a torcida fez algo diferenciado, o time não respondeu à altura. Hoje respondeu. 

PERRONE:

SPFC jogou como se disputasse o título. O São Paulo sobrou no Pacaembu na vitória por 2 a 1 sobre o Santos. Em muitos minutos, principalmente quando abriu dois gols de vantagem, parecia ser a equipe tricolor que estava brigando para se aproximar da liderança do Brasileirão. Ao mesmo tempo, nessa fase do jogo, o desempenho santista se assemelhava ao de quem sofre para se afastar da zona de rebaixamento. Na maior parte do jogo, o domínio foi são-paulino.

A primeira reflexão que o clássico de belos gols permite é a de que Levir Culpi deveria pensar muito na possibilidade de colocar Lucas Lima na reserva. A segunda é que o São Paulo não será rebaixado se continuar jogando o que jogou neste sábado, contrariando o que este blogueiro pensava quando o time estava no fundo do poço e não dava sinais de reação.

MENON:

O São Paulo precisava vencer para sair do lodo. O Santos precisava ganhar para chegar perto do céu. O São Paulo quis ganhar. Muito mais que o Santos. E ganhou. Ganhou a partir de 25 minutos iniciais de marcação duríssima. Marcos Guilherme, na direita, e Petros ajudavam Militão a encaixotarem Bruno Henrique, o melhor do Santos. E fez dois gols em contra-ataques, o primeiro com um lançamento lindo de Hernanes e o segundo com uma perfeita linha de passes. O jogo estava ganho. Deixou de estar após o lindo gol de Alison. O Santos melhorou muito, também pela mudança de Marcos Guilherme, que passou a jogar pela direita para ajudar Edimar contra quem mesmo? 

O são-paulino se assustou com certa insegurança da sua zaga, assustou-se com seu passado recente, mas, em casa, com calma, vendo novamente o jogo perceberá que o Santos não assustou tanto. A vitória foi justíssima, principalmente pela primeira metade do primeiro tempo, quando mostrou força anímica, posicionamento e qualidade de alguns jogadores. Hernanes, Cueva e Jucilei comandaram a vitória. Eles e mais Pratto e Petros manterão o São Paulo na série A. Falta pouco, muito pouco.

BIRNER:

O clássico teve o São Paulo melhor em tudo. O resultado foi aquém do que o São Paulo jogou diante do Santos. Na organização, o técnico que recebeu bilhete azul na Vila Belmiro se impôs diante de quem o sucedeu no Santos. Em quase todo o clássico no Pacaembu, a agremiação do Morumbi foi melhor. Além da força do coletivo, a inspiração determinou o resultado. Hernanes, seguido por Petros, Marcos Guilherme, atleta de quem alguns torcedores reclamam porque carecem de  melhor  leitura  do momento do time e do e do que cada atleta necessita realizar no gramado, e Cueva, brilharam. No Santos, o apagado Lucas Lima, os volantes com oscilações, mais os problemas no sistema de marcação facilitaram para a agremiação do Morumbi foi melhor.

PRAETZEL: 

O Santos sobrevive pelas suas individualidades e pelo goleiro Vanderlei. Quando enfrenta um adversário ajustado, a derrota é provável. Foi assim diante do São Paulo, pressionado pela ameaça de rebaixamento. Levir entrou com três volantes, numa semana onde mais uma vez não houve treinos específicos. Alison fez um bonito gol, é verdade, mas foi deslocado para o lado direito numa segunda linha e Hernanes jogou solto, mandando no meio-campo. Dois passes e dois gols e com espaços generosos para os contra-ataques. Além disso, Renato visivelmente sem ritmo e Lucas Lima ausente da partida, tecnicamente. O São Paulo venceu e mereceu.  

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