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Desculpas não funcionam. Corinthians sofre com retrancas ou times ofensivos

Do UOL, em São Paulo

07/08/2014 06h00

Não é incomum ver um time com mais qualidade técnica sofrer diante de uma retranca. Mas o que fazer quando ele também falha diante de uma equipe desorganizada e que busca o ataque o tempo inteiro? Depois de tropeçar contra o defensivo Coritiba e o ofensivo Bahia, o Corinthians enxuga suas explicações. Agora, o discurso é de que um clássico pode despertar o melhor futebol alvinegro.

“São jogos mais iguais, com a responsabilidade mais compartilhada. Nós gostamos desse tipo de jogo. Não temos nada a reclamar com o aumento da qualidade”, disse Mano Menezes na última quarta, projetando o confronto com o Santos, no próximo domingo.

Cabe uma análise no discurso de Mano. O treinador falou em responsabilidade compartilhada instantes depois de ressaltar o peso que o Bahia deu para o jogo da última quarta, uma derrota inesperada do Corinthians por 1 a 0. Na visão do comandante alvinegro, a equipe nordestina entrou como franco atiradora, o que mudou a dinâmica do confronto.

“O time deles jogou sem responsabilidade nenhuma, propôs um jogo com alterações e tirou o peso. Isso é importante dizer. E a gente no primeiro tempo ajudou a deixar o Bahia mais leve”, disse Mano Menezes, em coletiva transmitida pela rádio Globo.

Vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, o Bahia entrou em campo com um time misto, ciente de que tinha poucas chances de classificar-se depois de ter levado 3 a 0 no jogo de ida.

Só que um dia antes a situação adversa havia sido apontada por Mano Menezes como uma das explicações para o tropeço contra o Coritiba. “Você tem de avaliar a postura do time adversário. Se ele propõe o jogo fica mais fácil”, disse o treinador na última terça, quando foi questionado sobre as oscilações da sua equipe.

No último domingo, o Coritiba, mesmo jogando em casa, não se furtou a fazer um jogo mais defensivo. Com poucas incursões ao ataque, anulou o sistema corintiano, contou com a ajuda de um campo em más condições e saiu com um 0 a 0.

Só que se o Corinthians sofre com um time retrancado e também patina com quem joga aberto, qual é a solução? Na visão de Mano, um jogo parelho pode favorecer a equipe do Parque São Jorge, argumento que ele repete com frequência.

A verdade é que o treinador não justifica, mas tenta explicar os tropeços. Entre os vários fatores que levaram a uma derrota ou um empate estão a postura do adversário, que sempre pesam no resultado final.

O Corinthians de Mano já teve sucesso tanto contra retrancas como diante de times mais abertos. Só que quando venceu, o treinador não teve de explicar como a outra equipe jogava. 

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