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Saída do Reino Unido da UE gera temor no setor automobilístico do país

Charles Coates/Getty Images
Imagem: Charles Coates/Getty Images

Do UOL, em Barcelona (ESP)

24/06/2016 09h51

A decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, tomada após referendo realizado na última quinta-feira, gera apreensão na indústria automobilística. Afinal, o crescimento do investimento observado nos últimos anos no país, com recordes de 40 anos sendo batidos, vem de grupos estrangeiros.

São dois os problemas: no campo da indústria de carros de rua, a União Europeia é a grande cliente das fábricas estabelecidas no Reino Unido e o quanto o rompimento vai afetar a competitividade dos preços dos carros fabricados na ilha ainda é uma incógnita. O país também é um dos grandes importadores de mão de obra especializada no campo das competições, e uma maior dificuldade na entrada de imigrantes e na permissão de vistos de trabalho para europeus pode comprometer as equipes e campeonatos do país.

Nas equipes de Fórmula 1, por exemplo, a inglesa McLaren tem como chefe Eric Boullier, francês, e a equipe Mercedes tem duas sedes no Reino Unido, assim como a francesa Renault. A Red Bull, apesar de ser uma companhia austríaca, também tem sua base para a categoria na Inglaterra, a exemplo da norte-americana Haas. Todos estes times têm funcionários vindos de vários países do bloco europeu e podem sofrer dependendo do nível de restrições, lembrando que a campanha para a saída do Reino Unido da União Europeia teve como uma das bases o controle da imigração.

Outra questão que vem sendo levantada é o possível aumento de preço de componentes importados e exportados para as competições.

“Este não é um dia bom para a Europa - e, na minha visão, certamente não é um bom dia para o Reino Unido”, declarou Dieter Zetsche, presidente e CEO da Daimler, dona da Mercedes. “Geograficamente, o Reino Unido pode ser uma ilha mas, politicamente e economicamente, não é. Agora é ainda mais essencial que a Europa não continue se separando ainda mais”, salientou.

Como o processo de saída do país do bloco deve demorar cerca de dois anos, contudo, o alemão não antevê mudanças imediatas. “Na Daimler, não esperamos efeitos imediatos.”

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