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REPORTAGEM

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Prontos para o Challenger Series

Huntington Beach - divulgação
Huntington Beach Imagem: divulgação
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Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

29/06/2021 13h31

Resumo da notícia

  • Definidas as vagas da América Latina para o circuito que vai definir os novos classificados para o WT 2022
  • 9 brasileiros garantiram presença nas etapas especiais da divisão de acesso da temporada
  • Edgard Groggia e Rafael Teixeira foram os últimos, após as a etapas do WQS no Equador
  • Região das Américas terá 10 homens e 5 mulheres nas disputas
  • Por enquanto, Challenger Series tem campeonatos marcados para EUA, Portugal, França e Havaí

O mundo mudou completamente a partir de fevereiro de 2020.

Mas o formato do circuito mundial já havia sido alterado.

E as dificuldades e transtornos causados pela pandemia, embolaram a corrida para estar nas competições entre os melhores do planeta.

Até 2019, apenas um ranking da WSL determinava os classificados para a divisão de elite.

A partir de 2020, a corrida passou a ser escalonada.

A liga dividiu o globo e as etapas de menor pontuação passaram a valer por regiões, com cada uma delas promovendo os principais ranqueados para um "circuito especial", o Challenger Series.

Dele, vão sair os 12 homens e 6 mulheres que ascendem entre os tops da World Surf League em 2022.

Na América Latina, apenas os 10 primeiros no masculino e as 5 melhores no feminino, alcançaram esse "privilégio".

Campeonatos do começo do ano passado e os mais recentes realizados no Equador, contaram pontos.

O Brasil, é claro, deu as cartas... mas não foi fácil.

Ed Groggia campeão no Equador - WSL - WSL
Ed Groggia campeão em Salinas, Equador
Imagem: WSL

Edgard Groggia e Rafael Teixeira, por exemplo, só carimbaram a passagem no último evento.

Groggia, que havia ficado em 2º no torneio de Montañitas, foi campeão em Salinas e já sonha alto.

Rafael precisou torcer contra os adversários... e deu certo.

Com eles, mais 6 brasileiros:

Ian Gouveia e Wiggolly Dantas, que já disputaram o WCT.

Weslley Dantas e Samuel Pupo, que fazem parte de famílias 100% surfe.

Além do experiente Thiago Camarão e o jovem João Chumbinho, uma das principais promessas do país.

O peruano Alonso Correa e o uruguaio Marco Giorgi completam a lista.

Silvana Lima campeã em Montañitas, Equador - WSL - WSL
Silvana Lima / Montañitas
Imagem: WSL

No feminino, destaque para Silvana Lima, que também subiu no alto do pódio no Equador - em Montañitas - ficou em 2º na classificação geral, e depois de representar a bandeira verde e amarela na Olimpíada de Tóquio, vai atrás do retorno à elite.

As peruanas Daniella Rosas e Sol Aguirre, a argentina Josefina Ane e a colombiana Dominic Barona (que também vai estar nos Jogo Olímpicos) serão as outras representantes.

Por enquanto, segundo o site oficial da entidade, o Challenger Series tem 5 provas confirmadas, todas com as mesmas pontuações.

US Open (Huntington Beach / Califórna, de 2 a 8 de agosto), Pro Ericeira (Ribeira D'Ilhas / Portugal, de 20 a 26 de setembro), Quiksilver Pro France (Hossegor / França, de 27 de setembro a 3 de outubro), Haleiwa Pro (Haleiwa / Havaí, de 13 a 24 de novembro) e Sunset Pro (Sunset Beach / Havaí, de 25 de novembro a 7 de dezembro).